A força-tarefa da Operação Lava Jato denunciou nesta segunda-feira (12) o o ex-gerente da área internacional da Petrobras Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-funcionário da estatal foi preso na 41ª fase da operação, em 25 de maio, no Rio de Janeiro. Ele foi levado para Curitiba, onde segue preso.

Segundo a acusação, Bastos recebeu US$ 4,8 milhões em propinas em uma conta offshore na Suíça, da qual era beneficiário. Em contrapartida, utilizou-se do cargo para dar amparo técnico a um negócio envolvendo a venda de um campo seco de petróleo em Benin, na África, para a Petrobras, em 2011.

O esquema relatado na denúncia é o mesmo pelo qual o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada já foram condenados, em outro processo da Lava Jato.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), um relatório da Comissão Interna de Apuração da Petrobras, que investigou os fatos, apontou que Bastos foi responsável por uma série de irregularidades. Por isso, ele foi demitido por justa causa, no segundo semestre de 2016.

Fonte: G1

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