O PSDB, principal partido da base aliada de Michel Temer, decidiu permanecer no governo, mesmo após vir à tona a delação da JBS, que transformou o presidente em investigado pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de justiça e organização criminosa.

Segundo os jornais, a decisão pode mudar se houver fatos novos. A Folha de S.Paulo informa que, apesar da manutenção da aliança, deputados do partido não serão obrigados a rejeitar a abertura de processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente.

“PSDB decide ficar no governo e dá fôlego a Temer”, sublinha a Folha na manchete. “PSDB fica com Temer após ameaças do PMDB”, ressalta O Globo no título principal.

Após conseguir a munutenção do apoio tucano, Temer deve anunciar nesta terça-feira (13), em jantar com governadores, a regulamentação do refinanciamento de R$ 50,5 bilhões em dívidas dos Estados com o BNDES.

O governo também deve anunciar a retomada do projeto de securitização, que permite ao setor público vender créditos de dívidas parceladas por contribuintes.

As medidas visam aumentar o apoio da base ao governo, que está fragilizado. “Temer define medidas para aliviar dívidas dos Estados”, destaca o Estado de S.Paulo.

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