Política
Alckmin quer relações Brasil-Argentina em outro patamar. Seminário Internacional de Líderes é realizado em São Paulo e fortalece agenda bilateral
- Mais de 3500 participantes online e 140 participantes presenciais prestigiaram a 6ª edição do evento que celebrou a integração entre diversas lideranças regionais. 7ª edição já foi confirmada para 2023 em Buenos Aires;
- 24 personalidades avaliaram cenários bilaterais sobre agronegócios, comércio internacional, economia, serviços, indústria e energias renováveis. Destaque para Ricardo Nunes, Prefeito de São Paulo, Michel Temer, ex-presidente, e Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito.
São Paulo (Brasil) e Buenos Aires (Argentina), novembro de 2022. O Seminário Internacional de Líderes, organizado por Líderes TV e Mañana Profesional no Pullman São Paulo Ibirapuera, em 23/11, já é um evento oficial do calendário do Brasil e da Argentina. A abertura contou a presença de Luis Maria Kreckler, cônsul geral da Argentina em São Paulo, José Roberto Maluf, presidente da TV Cultura, Cecilia Luchía-Puig, presidente do Líderes TV e organizadora do seminário, e Jarves Rockenbach, gerente geral do Pullman São Paulo Ibirapuera. Além de Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, que destacou a importância e oportunidade para os dois países intensificarem o comércio e o turismo, Reinaldo Salgado, embaixador do Brasil na Argentina, Daniel Scioli, embaixador da Argentina no Brasil, Marta Suplicy, secretária de relações internacionais da Prefeitura de São Paulo, e Julio Serson, secretário de relações internacionais do Estado de São Paulo.
O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin participou virtualmente desde Brasília (DF) e falou para a audiência virtual e os 140 líderes presenciais, entre diretores e CEO´s de empresas, políticos e diplomatas. “Brasil e Argentina possuem uma relação madura, marcada pela confiança recíproca, por laços geográficos, históricos, econômicos e políticos. A Argentina é o principal sócio do Brasil. Assim, a união bilateral é fundamental para atingirmos os objetivos maiores da política externa brasileira que é o de promoção da integração econômica, política e social da América Latina. Agora as relações Brasil-Argentina entram em outro patamar com o novo governo”, disse Alckmin. Sua afirmação foi clara e gerou uma corrente de perspectivas positivas à região nos próximos anos.

Para Cecilia Luchía-Puig, “este sexto Seminário Internacional de Líderes reuniu grandes nomes do mundo dos negócios. O desafio é fortalecer a troca de serviços e o comércio bilateral de bens e impulsionar as exportações, gerando condições que facilitam o comércio entre os dois países”. “Esta edição presencial pós-pandemia trouxe luz aos procedimentos que deverão ser adotados por empresários para voltarmos a crescer. Em tom otimista, destacou que a boa relação política entre os presidentes Lula e Fernandez poderia marcar um novo patamar nas relações bilaterais”, frisou José Roberto Maluf, Presidente da TV Cultura.
“Será através do desenvolvimento econômico que reduziremos as desigualdades sociais. É nossa busca incessante. As empresas quando buscam se aperfeiçoar, a consequência direta é a geração de emprego e renda, para combater a situação da desigualdade, tão forte e pujante na América do Sul. Eventos como esses fortalecem essa perspectiva”, antecipou Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, durante sua fala no 6º Seminário Internacional de Líderes. Mauro Rial, CFO do Grupo Accor para América Latina, deu um cenário sobre as marcas e a expansão da empresa no Brasil e Argentina.
Dos mais de 3500 participantes virtuais, a maioria dos usuários se conectaram a partir do Brasil (38%), Argentina (28%) e Estados Unidos (com 21%). Aproximadamente 13% do Uruguai, Paraguai, Chile e Peru. Diante do cenário econômico bilateral, as apresentações nos painéis temáticos reforçaram os laços de amizade que unem os dois países nos segmentos: agronegócios, comércio internacional, economia, serviços, indústria, tecnologia, energias renováveis e mudanças climáticas.
Indústria, Tecnologia e Energias Renováveis

No 1º painel “Indústria, Tecnologia e Energias Renováveis”, Alexandre Carreteiro, presidente da PepsiCo Brasil Foods, relatou: “temos 12mil colaboradores, muitas marcas, 9 fábricas, 70 anos no brasil, tínhamos que nos transformar”. Recentemente criaram o movimento “PepsiCo Positive” inserindo a sustentabilidade nos processos. “Fizemos uma revolução profunda aplicando uma metodologia com 3 fases: agricultura positiva, cadeia de valor positiva e escolhas positivas”, pontuou Carreteiro.
Marta Lívia Suplicy, presidente do Conselho Feminino da FIESP destacou a importância do espaço na instituição. “Nosso conselho feminino é fundamental. Temos 87 mulheres, CEOs e diretoras, para trazerem suas experiências para fortalecer a governança”, frisou a empresária. Alexandra Camara, falou desde Sharm-El-Shake, Egito, sobre notícias da COP-27 e os problemas que o mundo enfrenta por causa das mudanças climáticas. “Onde está o mundo com as emissões de gases atualmente? Muitos dos compromissos da COP-21 não foram cumpridos?”, indagou a diretora da GENESIS.
Finalizando o painel, Elmano Nigri, presidente da consultoria Arquitetura Humana, foi direto: “falar sobre gente é um grande desafio. As pessoas são os bens mais importantes das organizações. Cuidar, entender e se relacionar com gente é um dos desafios de qualquer líder”.

Economia, Serviços e Expectativas
Roberto Luis Troster, CEO do Troster & Associados, iniciou o 2º painel fazendo uma análise econômica e financeira da Argentina na última década. Além disso, frisou que ambos os países não têm uma visão a longo prazo. Já o representante do setor bancário, Otacílio Magalhães, do Banco Patagonia, disse que “os bancos na Argentina são sólidos, rentáveis e têm oferta de crédito”. Trouxe dados sobre a potencialidade do país vizinho “com uma posição única na transição energética com o lítio, o gás e a produtividade da mão de obra acima da média”. Gabriela Muller, gerente executiva do Grupo Brasil, falou sobre a entidade: “somos a voz dos empresários nas relações bilaterais, o que nos permite sair de quaisquer circunstâncias. Trabalhamos de lá para cá e daqui para lá”.
Em um bate papo com Cecilia Luchía-Puig, desde Doha, no Qatar, Rodolfo D´Onofrio, ex-presidente do River Plate foi enfático: “temos que ter um plano de jogo, um corpo técnico que saiba transmitir aos seus jogadores. No Ríver, tínhamos esta filosofia. O futebol nos representa em todos os cantos. Brasileiros e argentinos devemos deixar a rivalidade somente em campo e aproveitas todas as outras oportunidades conjuntas de desenvolvimento da região”.
Diego Guelar, ex-embaixador argentino nos Estados Unidos, China e Brasil, salientou sobre a nova ordem mundial e a responsabilidade dos dois países em prover alimentos ao mundo, “especialmente de trabalhar para implementar a aliança de livre comércio com o mercado comum europeu, além da retomar as negociações do Mercosul”.

Agronegócios e Comércio Internacional
O último o painel “Agronegócios e Comércio Internacional”reuniu representantes de segmentos importantes. Tirso de Salles Meirelles, presidente do SEBRAE, destacou que “não podemos depender exclusivamente do governo, pois o setor produtivo tem sua lógica. Assim, desenvolver as regiões brasileiras com uma vocação agrícola e trabalhar com outros países do Mercosul para vender ao mundo é vital”. Mariano Perez, do Grupo Newsan, explicou um pouco do DNA da empresa e reforçou que, desde 2011, iniciaram uma aproximação com o setor pesqueiro. “Pensamos a longo prazo e, assim, ampliamos as produções. Hoje, temos 12 fábricas na Argentina para atender os mercados interno e externo”. Atualmente, investem na aquicultura na Patagônia argentina.
Agostinho Turbian, presidente do Global Council of Sales Marketing e participante desde 2017 do seminário, visualizou poucas mudanças nas relações bilaterais. “Temos que levar aos argentinos o recado de que eles devem fazer o dever de casa”. Já Ana Paula Junqueira, da Fundação Ulysses Guimarães, foi taxativa: “acredito na tecnologia junto à agricultura, com o meio ambiente e a sustentabilidade. Se não pensarmos numa nova maneira de fazer, deixaremos o que para as novas gerações?”. Além deles, Paula Santilli, CEO da PepsiCo Latam, participou com uma mensagem finalizando que “todos devem ser sustentáveis nos negócios e para o planeta”.
Michel Temer, ex-presidente do Brasil, fechou o seminário com uma mensagem positiva. “A própria existência do Mercosul é um exemplo da multilateralidade de interesse de todos os países membros. Um dos exemplos conjuntos é o Acordo Mercosul-União Europeia. Temos que incrementar todas as relações. Isso deve ser sempre relembrado, não basta estar somente no papel. Ninguém pode ter dúvida deste relacionamento. As relações são estabelecidas em diversas áreas desde a política, educacional, comercial etc”, fechou Temer.
O 6º Seminário Internacional de Líderes foi patrocinado pela Globant, Swiss Medical, SMS Brasil, Grupo Brasil, FAESP–SP, Newsan Food, Pan American Energy e R1 Soluções Audiovisuais. Contou com o apoio operacional do Hotel Pullman São Paulo Ibirapuera e com o apoio institucional da Embaixada do Brasil na Argentina, da Embaixada da Argentina no Brasil, Grupo Brasil, Camarbra, CAMBRAS, Unedestinos e Visite São Paulo.
Foram aliados estratégicos: SMS Latinoamérica, Berensztein, Génesis e EGEA KyC Solutions. Media partners: TV Cultura, Revista CARAS, Editorial Perfil, GCSM, The Winners, Jornal do Interior, Malazán Comunicaciones, Radio Positiva FM, UCL Un Canal Latinoamericano, Líderes TV e Editorial Mañana Profesional. A participação presencial é restrita a convidados.
SERVIÇO:
Vídeo completo do Seminário: https://www.youtube.com/watch?v=ohPIkF_r8nk
Sobre Líderes TV
Líderes TV é uma empresa de mídia que atua em quatro plataformas com 35 anos no mercado argentino. Publica a revista de negócios Mañana Profesional e transmite semanalmente o programa Líderes TV, que apresenta reportagens sobre as principais personalidades do mundo corporativo, político e social na América Latina. O ciclo está no ar há 16 anos e já foram realizadas mais de 500 entrevistas com destacados empresários e líderes de diversas áreas. Organiza anualmente o Seminário Internacional de Líderes Argentina-Brasil e múltiplos fóruns temáticos de debate e reflexão que reúnem altos executivos e especialistas de diversos setores, como o Líderes TV Fórum CEOS e Mulheres América Latina. Para mais informações, visite: www.liderestv.com.ar e www.liderestv.com.br
Cultura
O Fim do PT? Especialistas Avaliam os Desafios e o Futuro do Partido dos Trabalhadores.
Por Redação
Ao longo de mais de quatro décadas de história, o Partido dos Trabalhadores (PT) tornou-se uma das principais forças políticas do Brasil. Fundado em 1980, o partido protagonizou importantes momentos da política nacional, incluindo a eleição de presidentes da República e a implementação de programas sociais que marcaram diferentes gerações. No entanto, diante das mudanças no cenário político e da crescente polarização do país, surgem questionamentos sobre o futuro da legenda.
Um Partido Ainda Relevante
Apesar das críticas e desafios enfrentados nos últimos anos, o PT continua sendo uma das maiores organizações políticas do Brasil. O partido mantém presença nacional, possui representantes no Congresso Nacional, governos estaduais, prefeituras e uma base histórica de apoio entre trabalhadores, movimentos sociais e setores da população beneficiados por políticas públicas implementadas em gestões petistas.
A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para um novo mandato presidencial demonstrou que a sigla ainda possui significativa capacidade de mobilização eleitoral e influência política.
Os Desafios da Renovação
Entre os principais desafios apontados por analistas está a necessidade de renovação de lideranças. O PT continua fortemente associado à figura de Lula, considerado o principal líder do partido desde sua fundação. A construção de novas lideranças nacionais é vista por muitos especialistas como fundamental para a continuidade da legenda nas próximas décadas.
Além disso, o partido enfrenta o desafio de dialogar com novas gerações de eleitores, que possuem demandas e visões políticas diferentes das que marcaram a fundação da sigla.
Críticas e Desgaste
O PT também carrega o impacto de crises políticas e escândalos de corrupção que atingiram o partido ao longo dos anos. Embora muitos de seus apoiadores argumentem que houve excessos em determinadas investigações e decisões judiciais, os episódios contribuíram para o desgaste da imagem da legenda junto a parte do eleitorado.
A ascensão de movimentos conservadores e de direita nos últimos anos também alterou o equilíbrio político nacional, reduzindo a hegemonia que o partido exerceu em determinados períodos.
O Partido Está Chegando ao Fim?
A maioria dos cientistas políticos considera improvável afirmar que o PT esteja próximo do fim. Historicamente, grandes partidos passam por ciclos de crescimento, desgaste, renovação e recuperação. O PT continua sendo uma das legendas mais estruturadas do país e mantém forte influência na política nacional.
Entretanto, especialistas apontam que sua capacidade de adaptação às mudanças sociais, econômicas e tecnológicas será decisiva para definir seu papel no futuro.
Conclusão
Mais do que discutir o “fim do PT”, o debate político atual gira em torno da transformação dos partidos tradicionais diante de uma sociedade cada vez mais conectada, polarizada e exigente. O futuro da legenda dependerá de sua capacidade de renovação, de apresentar respostas aos desafios do país e de manter sua relevância junto ao eleitorado brasileiro.
FONTE: Volnei Barboza
Celebridades
Bolsonarismo no Brasil: Movimento Político Continua Influenciando o Cenário Nacional.
O bolsonarismo consolidou-se como um dos fenômenos políticos mais relevantes da história recente do Brasil. Surgido a partir da liderança do ex-presidente Jair Bolsonaro, o movimento ultrapassou a figura de seu principal representante e passou a influenciar debates políticos, sociais e culturais em diversas regiões do país.
Origem e Crescimento
O fortalecimento do bolsonarismo ocorreu principalmente durante as eleições de 2018, em um contexto marcado por insatisfação popular com a classe política tradicional, preocupações com segurança pública, combate à corrupção e debates sobre os rumos econômicos do país. A vitória de Bolsonaro representou uma mudança significativa no cenário político brasileiro, impulsionando pautas conservadoras e liberais na economia.
Durante seu mandato, entre 2019 e 2022, o governo promoveu discussões sobre redução do tamanho do Estado, flexibilização de regras para posse de armas, fortalecimento das forças de segurança e reformas econômicas. Ao mesmo tempo, enfrentou críticas relacionadas à condução de políticas ambientais, gestão da pandemia de COVID-19 e conflitos institucionais.
Base de Apoio
Analistas políticos apontam que o bolsonarismo reúne diferentes segmentos da sociedade, incluindo empresários, produtores rurais, grupos conservadores, religiosos e cidadãos que defendem maior rigor no combate à criminalidade e à corrupção.
Mesmo após o término do mandato presidencial, o movimento manteve forte presença nas redes sociais e continua influenciando eleições municipais, estaduais e nacionais. Diversos políticos identificados com essa corrente foram eleitos para cargos legislativos e executivos em diferentes regiões do país.
Críticas e Controvérsias
O bolsonarismo também é alvo de críticas de setores da oposição e de especialistas que apontam riscos de polarização política e tensões institucionais. Debates sobre liberdade de expressão, funcionamento das instituições democráticas e disseminação de informações nas redes sociais permanecem no centro das discussões envolvendo o movimento.
Para seus apoiadores, o bolsonarismo representa a defesa de valores conservadores, patriotismo e maior participação popular na política. Já seus críticos afirmam que determinadas posturas do movimento podem contribuir para o aumento da polarização e dificultar o diálogo entre diferentes correntes ideológicas.
Perspectivas Futuras
Especialistas avaliam que o bolsonarismo deverá continuar sendo uma força relevante na política brasileira nos próximos anos, independentemente da participação direta de Bolsonaro em futuras disputas eleitorais. O movimento já influenciou a formação de novas lideranças e consolidou uma base eleitoral significativa em diversas regiões do país.
O futuro do bolsonarismo dependerá de fatores como o desempenho de seus representantes políticos, a evolução do cenário econômico nacional e a capacidade de mobilização de seus apoiadores diante dos desafios e transformações da sociedade brasileira.
Palavras-chave: Política, Brasil, Bolsonarismo, Conservadorismo, Eleições, Democracia, Atualidade.
Cultura
Anestia JÁ.
A tramitação do projeto de lei.
Nessa quarta-feira (17/9), a urgência para votação do PL da Anistia foi aprovada com 311 votos, dando celeridade à apreciação pelo plenário da Câmara. O texto final, contudo, ainda será discutido.
Marcelo Crivella (Republicanos) defendeu, nesta quinta-feira (18/9), que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja contemplado com redução da pena e cumpra 2 anos em prisão domiciliar. A medida contrasta com a condenação de 27 anos imposta ao ex-mandatário pelo STF.
Condenar um homem de 70 anos a 27 de prisão é uma pena de morte.
Questionou Marcelo Crivella em entrevista à coluna. O parlamentar disse ser favorável a uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que inocentasse Bolsonaro e outros condenados, mas que essa possibilidade é inviável por ser rejeitada por lideranças do centrão.
O autor do PL da Anistia prosseguiu: “É [uma sentença] educativa, as pessoas nunca esqueceriam essa experiência terrível. Serve de exemplo para todos políticos e a coletividade. Mas fica nisso. Não é algo que traria angústia e aflição.
Protocolado em 2023, o texto de Crivella foi, inicialmente, apelidade de “anistia light” por abarcar apenas manifestantes que se envolveram nos atos de 8 de Janeiro e não depredaram patrimônio público nem atacaram policiais. Após a condenação de Bolsonaro e de aliados do ex-presidente, o texto ganhou uma nova discussão na Câmara…
BRASIL DAS INJUSTIÇAS… E O POVO PAGA A CONTA.
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