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Educação

Educação cidadã: fazer sentir para transformar

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Somos muito bem-informados, mas centenas de notícias de racismo, intolerância, violência e preconceito não parecem ser suficientes para que nossa visão de mundo e ações mudem. Não é que somos insensíveis. Mas informação por si só nunca significou mudança de perspectiva e, consequentemente, de ações. Ser informado é importante, mas não é o suficiente.

Para mudar, precisamos ter vivências que nos coloquem numa posição de mudança. Parafraseando Jorge Larrosa Bondia, professor da Universidade de Barcelona, a grande diferença entre a experiência e a informação é que a experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. Nossas memórias mais marcantes são de momentos que vivemos, não de coisas que aprendemos. A neurociência explicita que a emoção no momento do aprendizado é fundamental para sua internalização de longo prazo. Então, como criar vivências em sala de aula para que nossos jovens possam se transformar?

A Viven – Cidadãos para um Amanhã Melhor nasceu em 2019 no Brasil e tem como missão fomentar transformação social, por meio da educação cidadã. Ela se inspira e tem parceria com a High Resolves, que desde 2015 atua na Austrália e já recebeu vários prêmios locais, além do reconhecimento da Schwab Foundation no Fórum Econômico Mundial. Em quase quatro anos de Brasil, a Viven já formou mais de três mil professores de 218 escolas públicas e particulares do ensino Fundamental II e do Ensino Médio, de 95 municípios brasileiros.

Acreditamos que a educação cidadã desempenha papel vital na formação de indivíduos conscientes, responsáveis e comprometidos com a coletividade. No entanto, a abordagem tradicional da educação em geral negligencia o aspecto emocional e subjetivo do aprendizado. Neste contexto, reconhecer a importância do sentir e da emocionalidade na educação cidadã emerge como um componente essencial para a formação integral do século XXI. A conexão entre sentimentos e ações é chave na formação de cidadãos ativos e engajados. É preciso criar mais espaços de vivências no ambiente escolar.

Para isso, nós, da Viven, formamos educadores por meio de metodologia de homologia de processos: eles se conectam com seus próprios sentimentos e experimentam sua transformação pessoal durante sua formação. Depois, têm acesso à nossa biblioteca, repleta de materiais e de recursos. O objetivo é levar as vivências aos estudantes em aulas diferenciadas que se utilizam do sentir para transformar.

Para concluir a trilha de aprendizado, os estudantes, em equipe, percorrem um jogo de 10 etapas criando vídeos de um minuto sobre uma causa social para a qual querem dar visibilidade e propor uma chamada para ação. Em 2022, foram produzidos mais de 500 vídeos para o Desafio Videos for Change, premiados em 12 festivais regionais, abrangendo 16 cidades de São Paulo, Pernambuco, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Sergipe. Este ano, os 81 vídeos vencedores dos festivais regionais, participarão do primeiro Festival Videos for Change Nacional com o objetivo de dar uma voz ainda mais potente aos estudantes.

A ênfase na vivência não apenas enriquece a experiência educacional. Ela prepara os estudantes no seu pensamento crítico e protagonismo e permite enfrentar os desafios complexos de uma sociedade em constante evolução. Ao valorizar o sentir para transformar, a educação cidadã capacita os estudantes a desenvolver empatia, compreensão interpessoal, habilidades de resolução de conflitos e um compromisso genuíno com o bem-estar coletivo, o que estabelece uma base sólida para um futuro mais harmonioso e inclusivo. Que o sentir ganhe espaço nas salas de aula!

Lina Wurzmann é responsável pela criação da Viven no Brasil e lidera a ONG desde 2019.

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Educação

Afegãos recebem aulas de língua portuguesa em São Paulo

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Projeto já atendeu cerca de 1.500 imigrantes e refugiados que chegaram ao Brasil

São Paulo, novembro de 2023 – A Associação Educação Sem Fronteiras (ESF) forma, na próxima sexta-feira (1º de dezembro, às 19h, no Teatro Procópio Ferreira), um grupo de alunos do programa Tirando de Letra, composto predominantemente por refugiados afegãos. O curso é emergencial e tem como objetivo ensinar noções básicas para se comunicar em português, apresentar uma visão geral sobre a cidade e os direitos de refugiados e imigrantes no Brasil. Além da presença dos estudantes, a cerimônia de formatura contará com a participação de professores e artistas imigrantes, como Nduduzo Siba da África do Sul, Mah Mooni do Irã, entre outros.

A formatura acontece em meio a situação humanitária que vem se agravando no Afeganistão, afetando principalmente os grupos mais vulneráveis da população. Somente entre setembro de 2021 e março de 2023, o Brasil emitiu mais de 7,2 mil vistos humanitários para afegãos, conforme dados do Ministério das Relações Exteriores.

A ESF foi fundada em 2020 e já impactou 1481 estudantes apenas entre abril e outubro deste ano. Atualmente, aproximadamente 155 alunos são atendidos em centros de acolhimento distribuídos em três cidades brasileiras: São Paulo, Guarulhos e Poá. O curso segue o sistema europeu de ensino e tem mais cinco módulos, além do emergencial. A partir do nível intermediário (4º módulo), os alunos têm acesso ao certificado de proficiência em língua portuguesa e podem dar entrada no processo de naturalização. O programa é realizado em parceria com a Escola da Cidade, que é reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Segundo o empreendedor Social e Diretor Executivo da ESF, Adriano Abdo, a missão da iniciativa é acelerar a integração daqueles que buscam oportunidades no Brasil por meio de aulas introdutórias de português. Além disso, os estudantes são imersos na dinâmica da cidade, aprendendo a acessar os principais serviços públicos locais.

O curso tem como objetivo garantir aos estudantes uma visão geral da cidade onde vivem e ensinar-lhes a se expressar de forma clara em situações do dia a dia. Além disso, eles aprendem sobre seus direitos como refugiados ou imigrantes no Brasil”, explica o gestor.

A Educação Sem Fronteiras conta com a parceria da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que contribui financeiramente para a existência do programa de imersão linguística e formação cidadã.

Para apoiar os imigrantes e refugiados, o projeto divide suas atividades em duas áreas principais: atendimento ao público e educação. Nós buscamos apoiar os imigrantes em sua adaptação ao Brasil, respeitando suas culturas e valorizando suas contribuições para a nossa sociedade. Não se trata de uma integração colonialista do tipo: ‘coma feijoada, aprenda futebol e samba, aqui está o checklist para você se tornar um brasileiro’. O nosso trabalho é integrá-los à cidade, ao idioma e principalmente aos seus direitos”, completa Adriano.

Quanto à educação, o instituto adota uma abordagem pedagógica popular, inspirada na visão de Paulo Freire, na qual os professores desempenham um papel central na aprendizagem. As aulas são dinâmicas e relevantes para a realidade dos alunos, salientando a oralidade e a comunicação como ferramentas essenciais para a integração.

Outras ações em destaque

A Educação Sem Fronteiras passou por uma renovação em sua equipe em 2023, resultando em um aumento significativo no número de colaboradores. Atualmente, o projeto conta com cerca de 55 pessoas, entre trabalhadores, prestadores de serviço e voluntários.

Além do programa Tirando de Letra, a instituição implementa diversas outras ações voltadas a imigrantes e refugiados, tanto presencialmente quanto online. O PLAC possibilita uma imersão mais profunda na língua portuguesa, enquanto o projeto’ Travessias oferece preparatórios gratuitos para exames vestibulares como Encceja e Enem.

Já o Geração Sem Fronteiras se destaca ao proporcionar cursos profissionalizantes em áreas de programação e inovação tecnológica, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades nesse setor.

Sobre o Educação Sem Fronteiras

A Educação sem Fronteiras é a primeira associação de educação para imigrantes e refugiados do Brasil. Sem fins lucrativos, foi fundada em 2020 para identificar e atender às necessidades desses grupos no Brasil. A organização oferece educação de qualidade, promovendo a integração e inclusão social. São disponibilizados cursos de língua portuguesa, formação profissional, orientações sobre revalidação de ensino médio, entre outras atividades socioculturais. A associação está alinhada com 6 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Serviço
Local: Teatro Procópio Ferreira
R. Augusta, 2823 – Cerqueira César, São Paulo – SP, 01413-100
Data: 01/12/2023, às 19h
Evento aberto ao público

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Cultura

Editora aposta em catálogo com livros sobre sustentabilidade

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Oito a cada dez (81%) dos brasileiros estão muito preocupados com a escassez de água potável, de acordo com a pesquisa “GlobeScan Radar Survey”, realizada com 30 mil pessoas em 17 países pela GlobeScan, em parceria com a Circle of Blue e o WWF. O percentual está bem acima da média mundial de 58%.

Nesse panorama, iniciativas privadas investem na conscientização. Exemplo disso, a Colli Books Editora aposta na publicação de livros que abordam a questão da sustentabilidade e outras temáticas relacionadas às causas ambientais. Anderson Evangelista, gerente comercial da empresa, conta que a editora possui vários títulos que focam na questão da sustentabilidade e respeito ao meio ambiente.

O Jardim da Amizade, por exemplo, conta a história de amizade entre a minhoca Jô e a lagarta Beatriz, que se transformou em uma borboleta colorida e cheia de charme”, conta. “O livro, da autora Isa Colli, conta com ilustrações de Ostan e mostra a importância de cada ser vivo para o equilíbrio da natureza”, complementa.

Evangelista destaca que “Nuvem Floquinho”, outro lançamento recente da marca que também conta com a assinatura de Isa Colli e recebe ilustrações de Célio Carvalho e Rayan Casagrande, alerta para o desperdício de água no planeta.

O gerente comercial da Colli Books Editora também destaca que “Rio Grinalda”, livro da escritora Isa Colli com ilustrações de Ramon Waldry Ribeiro, chama a atenção para a poluição dos rios e mostra a importância da reciclagem. A propósito, segundo uma pesquisa publicada em julho pela Nature, revista científica internacional, o mundo deve experimentar uma crise de poluição de água até 2100. Os cientistas preveem que o problema pode afetar cerca de 5,5 bilhões de pessoas em todo o globo.

No Brasil, somente 15% dos cidadãos participantes da pesquisa “GlobeScan Radar Survey” declararam que ainda não foram afetados pela falta de água potável. Além disso, 40% dos entrevistados relataram que já foram prejudicados por secas e 84% disseram que estão “muito preocupados” com a poluição dos rios. Na média global, a preocupação é de 62%.

“A coleção das abelhinhas ambientalistas Vivene e Florine aborda temas como o desmatamento (‘Vivene e Florine na Amazônia’), poluição dos oceanos (‘Vivene e Florine o fundo do mar’) e a importância de viver em harmonia com a natureza (‘O pirulito das abelhas’)”, compartilha Evangelista, citando a obra de Isa Colli, que conta com as ilustrações de Juliana Romão e Rayan Casagrande.

“A literatura tem o poder de transformar o mundo, e por isso escrevo. Desejo que meus livros possam ajudar a tornar nosso planeta um lugar melhor, mais justo e sustentável”, diz a escritora.

Catálogo visa conscientizar crianças e adultos

De acordo com o gerente comercial da Colli Books, a editora tem como prioridade oferecer ao mercado obras que abordam temas ligados à sustentabilidade. Ele também conta que, como a empresa trabalha com escolas, sempre inclui nas histórias informações que se adequem aos parâmetros da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), que tem habilidades sobre meio ambiente.

“Além disso, buscamos publicar histórias que estejam alinhadas com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas)”, afirma. “A Colli Books valoriza as questões relacionadas à sustentabilidade porque entende que é uma forma de estimular a consciência ambiental”, acrescenta.

Para Evangelista, a literatura pode ensejar uma maior conscientização da sociedade sobre as pautas ambientais: “Os livros, por terem uma linguagem leve e lúdica, facilitam o envolvimento do leitor. Desta forma, fica mais fácil incluir mensagens que levem à reflexão e à conscientização sobre o tema”.

Ele também ressalta que a literatura possibilita a criação de personagens engajados nas questões ambientais e de enredos que podem servir de inspiração para crianças e adultos. “Cuidar do meio ambiente e repensar formas de sermos mais sustentáveis é uma responsabilidade de todos nós. Nosso desafio é buscar maneiras didáticas e, ao mesmo tempo, criativas e interessantes para ensinar esses temas às nossas crianças”, conclui Evangelista.

Para mais informações, basta acessar: https://www.collibooks.com/

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Educação

Especialista explica como validar o diploma brasileiro em Portugal

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Brasileiros continuam como maior comunidade imigrante residente no país europeu

De acordo com dados divulgados pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal (SEF), a imigração no país continua a crescer pelo sétimo ano consecutivo, ultrapassando a marca de 750 mil estrangeiros e representando um aumento de 8,3% em relação a 2021. Nesse cenário, o Brasil mantêm-se como a maior comunidade estrangeira residente, somando 233.138 pessoas. Com cada vez mais brasileiros realizando a mudança, fica claro que um bom planejamento é crucial para chegar ao velho mundo preparado. Pensando nisso, validar um diploma do país em Portugal é um passo importante para aqueles que buscam oportunidades de educação e trabalho.

Para esclarecer as nuances desse procedimento complexo, Patricia Valentim, administradora de empresas com MBA em marketing, proprietária e diretora executiva da CV Assessoria Internacional, empresa de assessoria em imigração, nacionalidade e negócios internacionais, oferece orientações valiosas. “Acreditamos em uma abordagem personalizada para cada cliente. Nossa equipe é composta por profissionais altamente qualificados e experientes nesses temas. Trabalhamos em parceria com diversos especialistas para oferecer as soluções de acordo com cada caso”, explica. Entre os elementos variáveis desse processo estão os custos e a duração, que mudam de acordo com a universidade e o método de validação escolhidos.

Ela ressalta a importância de compreender as diferenças entre a validação de diplomas para estudos e trabalho em Portugal. “Para quem busca estudar no país, o primeiro passo é reconhecer a equivalência do diploma brasileiro com o sistema de ensino português”, explica Patrícia. Isso geralmente envolve a submissão de documentos, como histórico escolar e certificados, ao Ministério da Educação de Portugal ou a uma universidade específica, que avaliará e aprovará o reconhecimento do diploma.

É crucial distinguir entre reconhecimento e equivalência de diplomas. O reconhecimento valida um grau obtido fora de Portugal, enquanto que a equivalência compara o grau brasileiro com seu equivalente em Portugal, envolvendo análises detalhadas.

“Além disso, para fins de trabalho em Portugal, o reconhecimento do diploma também é essencial. O processo varia de acordo com a profissão, geralmente envolvendo a validação do diploma pelo órgão regulador do segmento em Portugal. Por exemplo, se você é médico, precisará contatar a Ordem dos Médicos do país para iniciar o processo de validação do seu diploma”, destaca Patrícia.

É fundamental estar ciente dos prazos e dos custos associados ao processo de validação do diploma no país europeu. Os procedimentos podem levar algum tempo e variar em custos, portanto, é aconselhável iniciar o processo com antecedência e preparar um orçamento adequado.

Sobre Patricia Valentim

Administradora de Empresas com MBA em Marketing pela FGV/SP, Patricia possui uma vasta experiência de mais de 25 anos nos mercados financeiro, administrativo e de gestão de negócios no Brasil. Ao longo de sua carreira, trabalhou em renomadas multinacionais, como o Grupo Pão de Açúcar, Fic (Financeira do Itaú em parceria com o Grupo Pão de Açúcar), Carrefour, MFS – Mobile Financial Services (uma joint venture da Mastercard e Vivo) e a Mais Solution Group. No momento, ocupa o cargo de responsável pela administração e finanças da clínica odontológica Todescan Jr. Odontologia, além de desempenhar o papel de proprietária e Diretora Executiva da CV Assessoria Internacional.

Para obter mais informações, acesse o site da CV Assessoria Internacional ou o Instagram @cv.assessoria.internacional.

Sobre a CV Assessoria Internacional

A CV Assessoria Internacional é uma empresa especializada em imigração, nacionalidade e negócios internacionais, fundada com o objetivo de auxiliar seus clientes a concretizar seus sonhos de trabalhar, investir ou residir no exterior.

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