Conecte-se Conosco

Últimas notícias

Flávia Albaine vai a Brasília pesquisar sobre os direitos políticos das pessoas com deficiência

Publicado

em

 Tanto como pesquisadora, como cidadã, Flávia Albaine conversou com diversos integrantes de instituições governamentais para saber mais sobre o tema

 

Nos últimos dias 30 e 31, a pesquisadora, mestra e professora Flávia Albaine esteve em Brasília, capital do País, com o objetivo de realizar pesquisas sobre os direitos políticos das pessoas com deficiência.

A profissional, que também é coordenadora da comissão dos direitos das pessoas com deficiência da ANADEP (Associação Nacional de Defensoras e Defensores Públicos), vivencia dia após dia a luta da inclusão social, inclusive com as atividades do seu projeto Juntos pela Inclusão Social.

Por isso, foi se aprofundar ainda mais sobre os direitos políticos de pessoas com deficiência, tanto no exercício da cidadania ativa, assim como no exercício da cidadania passiva, ou seja, no direito de votar e no direito de se candidatar.

“Sobre a candidatura de pessoas com deficiência, de acordo com dados fornecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral, é possível concluir que ainda há uma sub-representação dessas pessoas na política brasileira. A título de exemplo, nas eleições de 2018 foram eleitos apenas dois parlamentares com deficiência no Congresso Nacional. Isso é reflexo do capacitismo estrutural nas eleições brasileiras e precisamos pensar formas de políticas públicas de incentivo a tais candidaturas”, ressalta Albaine.

Para conseguir mais informações, dados e justificativas, Flávia esteve no Tribunal Superior Eleitoral conversou com integrantes da Corregedoria daquele Tribunal, na Coordenadoria Geral de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, no Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, além da Câmara dos Deputados e Senado Federal, onde dialogou com parlamentares envolvidos com a temática das pessoas com deficiência.

Acessibilidade e números de candidaturas de pessoas com deficiência

A pesquisadora teve conversas bilaterais com tais autoridades no sentido de analisar a baixa candidatura de pessoas com deficiência e a sub-representação desse grupo de pessoas na política brasileira; assim como a necessidade de acessibilidade no momento da votação para que as pessoas com deficiência possam exercer o seu direito ao voto de forma digna.

“Em termos de acessibilidade no momento do voto, o Tribunal Superior Eleitoral expediu a Resolução 23.669 de 2021, que traz aspectos de suma importância sobre o tema, como, por exemplo, o direito de ter um acompanhante para auxiliar a pessoa com deficiência quando ela entra na cabine de votação, e independentemente de prévio requerimento ao juízo eleitoral”, esclarece Flávia.

Já quanto a existir uma obrigatoriedade de número mínimo de candidatos sendo pessoas com deficiência, de acordo com a apuração de Flávia ainda não há regulamentação no País.

“No Brasil, na atualidade não existe lei prevendo cotas para candidaturas de pessoas com deficiência nos partidos políticos. Mas há a Proposta de Emenda Constitucional 34 de 2016 de autoria do Senador Romário, que objetiva alterar a nossa Constituição no sentido de prever um quantitativo de cadeiras para pessoas com deficiência no Parlamento. Seria uma ação afirmativa de caráter temporário com o intuito de promover maior representatividade dessas pessoas na política”, pontua.

Com os dados colhidos, a pesquisadora espera dar prosseguimento na pesquisa acadêmica envolvendo a temática, assim como chamar a atenção do tema no estado de RO, com o intuito de que os direitos políticos de pessoas com deficiência sejam efetivados na prática.

Continue lendo
Clique para comentar

Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Celebridades

Bolsonarismo no Brasil: Movimento Político Continua Influenciando o Cenário Nacional.

Publicado

em

De

O bolsonarismo consolidou-se como um dos fenômenos políticos mais relevantes da história recente do Brasil. Surgido a partir da liderança do ex-presidente Jair Bolsonaro, o movimento ultrapassou a figura de seu principal representante e passou a influenciar debates políticos, sociais e culturais em diversas regiões do país.

Origem e Crescimento

O fortalecimento do bolsonarismo ocorreu principalmente durante as eleições de 2018, em um contexto marcado por insatisfação popular com a classe política tradicional, preocupações com segurança pública, combate à corrupção e debates sobre os rumos econômicos do país. A vitória de Bolsonaro representou uma mudança significativa no cenário político brasileiro, impulsionando pautas conservadoras e liberais na economia.

Durante seu mandato, entre 2019 e 2022, o governo promoveu discussões sobre redução do tamanho do Estado, flexibilização de regras para posse de armas, fortalecimento das forças de segurança e reformas econômicas. Ao mesmo tempo, enfrentou críticas relacionadas à condução de políticas ambientais, gestão da pandemia de COVID-19 e conflitos institucionais.

Base de Apoio

Analistas políticos apontam que o bolsonarismo reúne diferentes segmentos da sociedade, incluindo empresários, produtores rurais, grupos conservadores, religiosos e cidadãos que defendem maior rigor no combate à criminalidade e à corrupção.

Mesmo após o término do mandato presidencial, o movimento manteve forte presença nas redes sociais e continua influenciando eleições municipais, estaduais e nacionais. Diversos políticos identificados com essa corrente foram eleitos para cargos legislativos e executivos em diferentes regiões do país.

Críticas e Controvérsias

O bolsonarismo também é alvo de críticas de setores da oposição e de especialistas que apontam riscos de polarização política e tensões institucionais. Debates sobre liberdade de expressão, funcionamento das instituições democráticas e disseminação de informações nas redes sociais permanecem no centro das discussões envolvendo o movimento.

Para seus apoiadores, o bolsonarismo representa a defesa de valores conservadores, patriotismo e maior participação popular na política. Já seus críticos afirmam que determinadas posturas do movimento podem contribuir para o aumento da polarização e dificultar o diálogo entre diferentes correntes ideológicas.

Perspectivas Futuras

Especialistas avaliam que o bolsonarismo deverá continuar sendo uma força relevante na política brasileira nos próximos anos, independentemente da participação direta de Bolsonaro em futuras disputas eleitorais. O movimento já influenciou a formação de novas lideranças e consolidou uma base eleitoral significativa em diversas regiões do país.

O futuro do bolsonarismo dependerá de fatores como o desempenho de seus representantes políticos, a evolução do cenário econômico nacional e a capacidade de mobilização de seus apoiadores diante dos desafios e transformações da sociedade brasileira.

Palavras-chave: Política, Brasil, Bolsonarismo, Conservadorismo, Eleições, Democracia, Atualidade.

 

 

Continue lendo

Ciência

Sergio Moro esta na liderança para ser o próximo governador do paraná.

Publicado

em

De

A pesquisa perguntou aos entrevistados em quem eles votariam caso as eleições para governador fossem hoje. Uma lista com alguns nomes foi apresentada.

A Pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta-feira (27), revelou que 30% dos entrevistados votariam em Sergio Moro (União) para governador caso as eleições para o cargo acontecessem hoje. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Em segundo lugar vem Rafael Greca (PSD), com 18% das respostas. Em seguida, Cristina Graeml (Podemos), com 10%…

Além disso, 67% dos entrevistados afirmaram que o atual governador Ratinho Junior merece eleger um sucessor. 23% disseram que não merece e 10% não soube ou não respondeu à pergunta.

Sergio Moro, portanto esta na liderança para ser o próximo governador do paraná.

Continue lendo

Cultura

O Fim do PT? Especialistas Avaliam os Desafios e o Futuro do Partido dos Trabalhadores.

Publicado

em

De

Por Redação

Ao longo de mais de quatro décadas de história, o Partido dos Trabalhadores (PT) tornou-se uma das principais forças políticas do Brasil. Fundado em 1980, o partido protagonizou importantes momentos da política nacional, incluindo a eleição de presidentes da República e a implementação de programas sociais que marcaram diferentes gerações. No entanto, diante das mudanças no cenário político e da crescente polarização do país, surgem questionamentos sobre o futuro da legenda.

Um Partido Ainda Relevante

Apesar das críticas e desafios enfrentados nos últimos anos, o PT continua sendo uma das maiores organizações políticas do Brasil. O partido mantém presença nacional, possui representantes no Congresso Nacional, governos estaduais, prefeituras e uma base histórica de apoio entre trabalhadores, movimentos sociais e setores da população beneficiados por políticas públicas implementadas em gestões petistas.

A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para um novo mandato presidencial demonstrou que a sigla ainda possui significativa capacidade de mobilização eleitoral e influência política.

Os Desafios da Renovação

Entre os principais desafios apontados por analistas está a necessidade de renovação de lideranças. O PT continua fortemente associado à figura de Lula, considerado o principal líder do partido desde sua fundação. A construção de novas lideranças nacionais é vista por muitos especialistas como fundamental para a continuidade da legenda nas próximas décadas.

Além disso, o partido enfrenta o desafio de dialogar com novas gerações de eleitores, que possuem demandas e visões políticas diferentes das que marcaram a fundação da sigla.

Críticas e Desgaste

O PT também carrega o impacto de crises políticas e escândalos de corrupção que atingiram o partido ao longo dos anos. Embora muitos de seus apoiadores argumentem que houve excessos em determinadas investigações e decisões judiciais, os episódios contribuíram para o desgaste da imagem da legenda junto a parte do eleitorado.

A ascensão de movimentos conservadores e de direita nos últimos anos também alterou o equilíbrio político nacional, reduzindo a hegemonia que o partido exerceu em determinados períodos.

O Partido Está Chegando ao Fim?

A maioria dos cientistas políticos considera improvável afirmar que o PT esteja próximo do fim. Historicamente, grandes partidos passam por ciclos de crescimento, desgaste, renovação e recuperação. O PT continua sendo uma das legendas mais estruturadas do país e mantém forte influência na política nacional.

Entretanto, especialistas apontam que sua capacidade de adaptação às mudanças sociais, econômicas e tecnológicas será decisiva para definir seu papel no futuro.

Conclusão

Mais do que discutir o “fim do PT”, o debate político atual gira em torno da transformação dos partidos tradicionais diante de uma sociedade cada vez mais conectada, polarizada e exigente. O futuro da legenda dependerá de sua capacidade de renovação, de apresentar respostas aos desafios do país e de manter sua relevância junto ao eleitorado brasileiro.

FONTE:  Volnei Barboza

Continue lendo

Destaque