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Saúde

Julgamento do STF sobre vagas nos cursos de medicina coloca em xeque a disponibilidade de médicos no país nos próximos anos

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Julgamento deve ser retomado pelo STF a partir dessa sexta-feira (22)

Na próxima sexta-feira (22), o ministro do STF, Luis Fux, apresenta seu voto em relação ao julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade n° 81 e da Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 7187 que decide sobre a necessidade dos cursos de medicina seguirem a Lei do Mais Médicos, que prevê chamamento público prévio para a abertura de novos cursos. A apresentação do voto se dá após o ministro ter pedido vistas sobre o assunto em 30 de agosto. Entidades como a Associação brasileira das instituições de ensino superior e comunitárias (ABRUC), a Associação Brasileira das Faculdades (ABRAFI) e o Conselho de reitores das universidades brasileiras (CRUB) aguardam pela continuidade do julgamento e torcem para que o voto siga o entendimento da decisão do ministro Gilmar Mendes.

“O ponto principal agora é a sobre a modulação dos efeitos sobre a criação das novas vagas. O voto de Gilmar Mendes foi no sentido de suspender os processos para a criação de novos cursos que não passaram da primeira etapa de análise dos documentos, garantindo a aplicação dos preceitos da Lei do Mais Médicos a todo eventual novo curso de medicina que seja autorizado. Os que já estão em etapas mais avançadas deverão passar por uma verificação para que se defina se os municípios podem receber as vagas. Com isso, eles seguem tramitando até que seja dada uma decisão por parte do Ministério da Educação. Sempre lembrando que a manutenção do voto do Ministro Gilmar Mendes garante a tramitação regular de processo e não a autorização de qualquer novo curso de medicina, que será sempre decisão do próprio MEC. Na contramão, o voto de Edson Fachin determinou que a suspensão dos processos administrativos vigentes, o que representa um grande impacto negativo para as instituições de ensino mas também para a população do interior do Brasil”, destaca Dyogo Patriota, assessor jurídico da ABRUC e da CRUB e sócio da Patriota e Danytas Advogados.

Levantamento da Advocacia Geral da União (AGU) aponta que que existem 223 pedidos judiciais de autorizações de novos cursos de medicina para 32.051 novas vagas, além de 22 solicitações para ampliação do volume de vagas em cursos já existentes. Patriota estima que mais de 75% dos pedidos para novos cursos são para cidades do interior do país, especialmente em locais com poucos ou nenhum curso de medicina disponível. Segundo ele, a estimativa é que 120 instituições de ensino já estejam com despacho e tenham encaminhado  documentação para aprovação do MEC à abertura de vagas de medicina. Em média, o investimento de cada uma delas para a abertura de novos cursos é de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões – portanto, a negativa para que essas instituições de ensino sigam adiante implica impacto de, ao menos, R$960 milhões, além de fechamento de vagas para professores, médicos e profissionais relacionados à área.

O Presidente da Associação Brasileira das Mantenedoras das Faculdades (ABRAFI), Paulo Chanan, detalha a importância do voto sugerido por Gilmar Mendes. “A se desprezar a modulação feita pelo Ministro Gilmar Mendes, combinado ao fato da recente Portaria do MEC que restringe, ao máximo, a ampliação de novas vagas de medicina em cursos já existentes, o Poder Público estará decretando a impossibilidade de ampliação da quantidade de médicos disponíveis a população, agravando a carência de assistência já existente em todo País e, por outro lado, garantido a hegemonia de oferta de curso de medicina a grupos econômicos específicos, condenando, por decorrência, ao prejuízo todos aqueles que fizeram investimentos vultosos para a possibilidade de obtenção de novos cursos.”

O raciocínio é seguido por Dyogo Patriota. “Os impactos em termos de saúde e financeiros são muito sérios. O que está em jogo é a possibilidade de mais vagas para cursos de medicina principalmente no interior do Brasil, o que no futuro significa menos atendimento médico à população que hoje já convive com número deficitário de médicos por mil habitantes. Com mais cursos, a tendência é de a criação de novas residências em hospitais ligados ao SUS e de uma redução do desequilíbrio atual, que concentra médicos e especialistas principalmente em São Paulo. Além disso, há impacto em geração de novos empregos e investimentos. Portanto, a continuidade desses cursos se torna essencial para a própria sociedade”, reitera o advogado. Segundo ele, os investimentos e as mobilizações de docentes ocorreram desde o início da abertura do processo no sistema EMEC, o que tornará o investimento já feito totalmente perdido. Ou seja, haverá prejuízo à população, pela ausência de ampliação da assistência médica, especialmente em locais periféricos, onde a precariedade reina e haverá prejuízo para as instituições que já investiram, para que seus processos fossem avaliados pelo MEC, caso prevaleça a tese do Ministro Fachin.

O especialista lembra ainda que novas ações judiciais não estão proibidas, mas ressalta que com a liminar em vigor que tem como base a decisão de Gilmar Mendes, não há sentido em judicializar o assunto para além do STF, uma vez que a decisão final será dada no tribunal. Patriota afirma que as IES sem fins econômicos, sejam elas estatizadas ou não, alcançam, aproximadamente, 40% de todo o setor educacional superior e ressalta que não houve a criação de editais de chamamento público de modo a valorizar a interiorização das vagas e o favorecimento a entidades de pequeno e médio porte. “Houve falha ao desconsiderar que o setor educacional não é composto apenas por grandes empresas educacionais e a lógica delas não é a mesma das demais”, destaca.

Em relação à modulação dos efeitos, o advogado destaca que diversas instituições podem ser prejudicadas se for seguido o entendimento do ministro Edson Fachin, uma vez que diversos requerimentos administrativos se encontram parados, sem que seja dado o devido seguimento do processo. “Para não prejudicar as instituições e a sociedade, o mais acertado e justo que todos os processos que atingiram essa etapa inicial possam seguir até a conclusão integral da sua tramitação, com uma decisão final sobre o seu deferimento ou não”, conclui.

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Saúde

Congresso Holístico Internacional: Entrevista com Ana Claudia Teixeira

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Congresso Holístico Internacional em Sintra, Portugal, a Dra. Ana Claudia Teixeira, doutora em Psicanálise com cinco certificações internacionais, concedeu uma entrevista exclusiva na qual compartilhou detalhes sobre sua trajetória e seu método inovador de cura espiritual, denominado Cura Estrela Arcturiana.

A Dra. Teixeira relatou o início de sua jornada espiritual e a criação do método Cura Estrela Arcturiana, que surgiu como uma resposta às necessidades de cura de muitas pessoas. Em nove anos de prática, mais de 50 mil pessoas foram atendidas em um projeto social que oferece tratamentos gratuitos, um marco significativo alcançado em apenas um ano e três meses.

https://www.instagram.com/reel/C7W5oCgusoS/?igsh=bTZveGJkdDNrY3N3

No congresso, a Dra. Teixeira também teve a oportunidade de palestrar ao lado de terapeutas renomados, dedicados à cura emocional por meio de diversas técnicas. Ela destacou a importância desses encontros para a troca de conhecimento e o aprimoramento das práticas terapêuticas.

O evento proporcionou um ambiente de aprendizado e desenvolvimento, reafirmando a relevância das abordagens holísticas na promoção da saúde mental e emocional. O Congresso Holístico Internacional, assim, se consolidou como um importante fórum para a discussão e disseminação de práticas inovadoras em terapias alternativas.

Quer conhecer o trabalho de cura deste método inovador? Acesse o link para mais informações: https://go.hotmart.com/B41564061L

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Saúde

Harmonização de orelhas: o fim das “orelhas de abano”

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Procedimento está redefinindo padrões de beleza e autoconfiança, oferecendo uma solução segura e eficaz para imperfeições auriculares 

No ano de 2020, houve um aumento de 160% nas pesquisas por procedimentos cirúrgicos no Google. Um dos destaques, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), foi a otoplastia, um procedimento cirúrgico usado para corrigir imperfeições nas orelhas. Apesar de muitas pessoas não darem importância ou repararem nisso, há aqueles que se incomodam com o formato, imperfeições e até mesmo a predisposição genética das orelhas. Entretanto, algumas pessoas sentem receio ou medo em relação a passar por uma cirurgia. A boa notícia é que existe uma técnica segura que está se tornando popular no Brasil.

O procedimento de harmonização das orelhas visa corrigir deformidades estéticas, como proeminências, também conhecidas como “orelhas de abano”, assimetrias, em concha e lóbulos rasgados. Segundo Dra. Camila Mendes, biomédica esteta, o procedimento é seguro, inclusive podendo ser realizado em crianças. “Recomendo que a harmonização seja realizada em crianças a partir dos 8 anos, quando elas já estão totalmente formadas”, explica.

João Marcelo Cruz, de 25 anos, compartilha a importância de ter passado pelo procedimento de correção de suas orelhas de abano. “Fiz a cirurgia aos 10 anos. Minha mãe tomou essa decisão devido às consequências do bullying que eu enfrentava, como não querer frequentar a escola, brincar com os amigos e até mesmo visitar familiares. A dra. Camila explica que esse tipo de angústia é bastante comum. “O impacto é enorme, muitas pessoas optam pela intervenção devido ao desconforto estético percebido por outros e, infelizmente, muitas sofrem com piadas de mau gosto que causam traumas, por vezes irreparáveis”, ressalta.

Segundo a especialista, atualmente existem duas técnicas principais em uso: o procedimento fechado, que emprega fios de sutura para realocar a cartilagem, e a fratura, na qual a cartilagem é quebrada e realocada. Ambas as abordagens exigem uma avaliação clínica minuciosa para determinar a melhor opção para cada paciente, sendo que esse processo inclui uma conversa sobre expectativas, histórico médico e um exame físico. “É de suma importância assegurar que o paciente esteja saudável, tenha expectativas realistas e um desejo genuíno de corrigir as imperfeições sem influências externas”, afirma.

O procedimento normalmente dura em torno de uma hora e meia e é comumente realizado com anestesia local, apresentando pouca variação entre adultos e crianças. Após a operação, é essencial seguir os cuidados pós-cirúrgicos, incluindo o uso de uma faixa de compressão por 7 a 10 dias, aplicação de gelo nos primeiros três dias e a limitação das atividades físicas por 10 a 15 dias. A Dra. Camila desmente um dos mitos sobre o procedimento. “Sendo precisa e sabendo o fio correto a ser utilizado é impossível que a orelha volte a ser como era antes”, conclui.

Para saber mais sobre esse e outros procedimentos, acesse: https://www.instagram.com/dracamilamendes_/

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Saúde

Cinco mitos e verdades sobre a tireoide

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Osmar Cassio Saito médico especialista em radiologia e diagnóstico do laboratório CDB Alliança, esclarece as principais dúvidas e reforça a importância de manter os exames em dia

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). A saúde dela é essencial para o bom funcionamento do corpo humano. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 750 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de alguma patologia da tireoide. Desses, aproximadamente 60% não sabem que têm problemas na glândula. Osmar Cassio Saito médico especialista em radiologia e diagnóstico do laboratório CDB – Alliança e Médico supervisor no setor de Radiologia dos Hospital das Clínicas da USP, explica os mitos e verdades em torno das doenças da tireoide e a importância de a qualquer sinal de disfunção buscar-se um endocrinologista:

1.​Somente adultos tem problema na tireoide – MITO
Crianças também podem apresentar distúrbio na glândula, que pode levá-las a terem problemas de crescimento. A forma mais grave de hipotireoidismo é a congênita, que ocorre no recém-nascido. Se não diagnosticado e não tratado, pode causar retardo mental irreversível. “É importante os pais de acompanharem o desenvolvimento das crianças os levando regularmente ao pediatra para caso haja algum sintoma, o tratamento possa ser logo iniciado. Embora raro, as crianças maiores e adolescentes que apresentem aumento cervical assimétrico do pescoço, poderão estar relacionados a nódulos da tireoide, apesar de a grande maioria ser benigna, uma mínima parcela poderá apresentar tumores de tireoide (0,04 casos por milhão)”, explica o Dr Osmar Saito.

2. Posso saber se tenho uma disfunção com exames de sangue – VERDADE
Os testes que detectam alterações na função tireoidiana envolvem, justamente, medir a dosagem de certos hormônios na circulação sanguínea. “Nem sempre o exame de sangue é suficiente para detectar alteração na glândula, e outros exames, como ecografia, pode ser solicitado para confirmar o quadro”, conta Dr. Osmar Saito.

3.​Toda pessoa com hipotiroidismo engorda. – MITO
Embora o ganho de peso seja uma das manifestações clínicas do hipotireoidismo, existem muitas pessoas portadores da disfunção da tireoide que não apresentam essa queixa. Quando ocorre, o ganho de peso é pequeno. “Muitos pacientes com a doença engordam pelo estilo de vida que levam, mas na maioria dos casos é simplesmente uma questão de mudar hábitos”, relata Dr. Osmar.

4.​Cansaço extremo pode ser alguma alteração na tireoide – VERDADE
Entre alguns dos sintomas relacionados ao hipotiroidismo estão a sonolência excessiva, falta de disposição, lentidão e dificuldade para exercer as tarefas e funções habituais. “Além desses sintomas alguns pacientes relatam também esquecimento fácil, tristeza, intestino preso, ressecamento da pele e dos cabelos e unhas fracas”, explica a Dr. Osmar Saito.

5.​ Todo nódulo de tireoide é câncer – MITO
O principal sinal do câncer de tireoide é um caroço (nódulo) na tireoide, porém em boa parte dos casos, esse tumor não apresenta qualquer sintoma. “É comum o médico descobrir o nódulo durante um exame físico de rotina. O diagnóstico do câncer de tireoide é feito inicialmente com a punção aspirativa por agulha fina (biópsia) do nódulo de tireoide ou após sua remoção por cirurgia. Mas a maioria dos nódulos é benigna” (90%), conclui o radiologista.

Sobre a Alliança:

A Alliança Saúde, um Grupo composto por 15 marcas de referência em diagnósticos por imagem, exames laboratoriais, exames genéticos, medicina nuclear e vacinas. A Companhia foi fundada em 2010 com a fusão de quatro empresas líderes do setor de diagnóstico médico por imagem nas cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Campo Grande e São José dos Campos. Com mais de 5 mil colaboradores e cerca de 1,2 mil médicos parceiros, estamos presentes em 13 estados brasileiros, com 116 unidades de atendimento. Formamos uma Alliança pela qualidade, inovação e alta eficiência no cuidado com os nossos pacientes.

Nossos centros de medicina diagnóstica pelo Brasil são:

· Axial, Nuclear, São Judas Tadeu e Cedimagem (Minas Gerais)
· CDB e Plani (São Paulo)
· Cedimagem, ProEcho e Cepem (Rio de Janeiro)
· CSD (Pará)
· Delfin (Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte)
· Di Imagem e Multilab (Mato Grosso do Sul)
· Multilab (AM)
· Multiscan (Espírito Santo)
· Sabedotti (Paraná)

Entendemos que Allianças criam vínculos. E os vínculos nos tornam mais fortes. É nisso que nós acreditamos e investimos. Por isso, atuamos para transformar a medicina, tornando-a cada vez mais humana, acessível e de qualidade. Para conhecer mais sobre nossas marcas e descobrir como estamos revolucionando o setor de saúde no Brasil, acesse nosso site: https://www.allianca.com/ .

Informações à imprensa – FSB
Amanda Carvalho: amanda.carvalho@fsb.com.br | (61) 99603.7078
Joana Fróes: joana.froes@fsb.com.br

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