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Lucas Trigueiro: conheça quem está por trás do maior Ecossistema da Nova Economia no Brasil

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Lucas tem 34 anos, nascido na zona leste de São José dos Campos, interior de São Paulo, filho de um casal de paraibanos. Estudou em colégio público e desde muito novo entendeu a importância de se comunicar bem. Em meio à simplicidade e dureza da periferia, Lucas Trigueiro, ainda jovem, entendeu o poder da comunicação assertiva, que era capaz de atingir cada pessoa em sua singularidade. Desde criança sempre foi um sonhador: imaginava, desejava, criava. Só não sabia que seria um caminho desafiador para poder realizar todos esses sonhos.
Trigueiro e Célio Antunes (Grupo Educacional Impacta Tecnologia)
Tem o sonhador e o fazedor” Todas as pessoas começam com um emprego, adotam uma profissão, perseguem uma carreira, e com tempo encontram uma vocação, assumindo uma missão definitiva que os levará a uma vida plena de realizações. Para Lucas, encontrar a missão é uma sequência de perdas e ganhos, erros e acertos, um processo de aprendizagem constante. Apesar desse desafio, Lucas sempre                                                     manteve sua resiliência e buscou ter foco no aprendizado e amadurecimento. Aos 28 anos, já era empreendedor, administrador e especialista  em construir alianças estratégicas, e estava participando de fusões e aquisições pelo grupo Euro Brasil Invest com transações no patamar de 250 milhões.
Trigueiro e Ademar Lins de Albuquerque (Ex Presidente Banco Barclays)
Quais as maiores estratégias já realizadas? “Saber se comunicar e saber se relacionar são as duas vias condutoras para o sucesso” R- Saber se comunicar, em todos os aspectos- desde um gesto, um comportamento, uma fala, o tom de voz- é saber se relacionar. As relações para mim são muito mais baseadas na semeadura do que na caça.
Trigueiro e Sr Santos (Santos Stones)
Por quê? R- Quando eu penso que a relação é uma caça, eu vejo o outro como uma presa e me comporto como um leão. Então, o que o leão faz? Com fome, ele mata a presa, se alimenta, e não tem como repetir aquele alimento, ou seja, terá que procurar uma nova caça. Na semeadura, por outro lado, você aduba, e quando o fruto nasce, aí você vai lá e se alimenta. Qual a diferença da semeadura e da caça, então? O terreno do relacionamento baseado na semeadura frutifica nas próximas estações e a gente consegue se alimentar novamente. Sendo assim, eu entendo que as relações são baseadas na semeadura. Quando eu vendo algo, ou oferto algo para uma pessoa, essa pessoa consegue “se alimentar” novamente, isto é, fazer outros negócios comigo. Eu acredito que nas relações eu não sou o caçador, eu sou o semeador.
Trigueiro e Paulo Zancaneli (Zancaneli Advogados Associados)
Manda quem pode e obedece quem tem juízo.” Se essa é a frase que vem à mente quando se pensa em liderança, então quem pensou isso está ultrapassado. Chegou a hora de virar a página e entender que até os líderes precisam se adaptar às mudanças da Nova Economia. O lucro e dinheiro já não são os únicos indicadores para o sucesso, sejam para carreiras ou organizações. Para ser um empresário de sucesso, a fórmula é entender que existe sabedoria na multidão de conselhos. Além disso, para liderar a casa, é necessário prezar muito as relações, isto é, ser um bom ouvinte, trazer bons conselhos, entender o valor das palavras e ser prudente no que se entrega aos outros. “Para liderar muitas pessoas, é preciso ter um coração de servo”. A gente precisa pensar no próximo de verdade mesmo, do fundo do coração, entendendo o que é melhor para a pessoa. Eu costumo dizer que nas minhas mãos eu não carrego pérolas, mas sementes. Então quanto mais eu distribuo, quanto mais eu dou, quanto mais eu entrego, mais frutos voltam. Para ser um bom líder é preciso descobrir um propósito que motive a construção de uma carreira ou de um negócio, uma causa maior para que elas existam. Servir os outros é essa causa. Quem quer ser um empresário de sucesso tem que saber servir, saber ouvir, e acima de tudo, saber o peso de uma palavra. A credibilidade a médio e longo prazo é aquilo que separa o joio do trigo. Com o avanço das tecnologias digitais, novas possibilidades e desafios surgem para diferentes setores do mercado e Lucas vem falar sobre a Nova Economia.
Paul Houy (Ex CFO do Carrefour Brasil) e Rubinho Caporal (+50 anos atuando com importação e exportação para o Varejo.)
O que é a Nova Economia? R– É uma tendência que representa, na verdade, uma quebra de paradigmas em relação a diversas premissas que serviram como base para as empresas até o final do século 20. A Nova Economia foca em quem aplica mais o conhecimento, enquanto  a tradicional atua sobre hierarquia na ideia de “quem manda mais”. “Na Nova Economia, erra-se rápido para aprender rápido e evoluir” A Nova Economia não busca um líder, ela é focada em propósito. Antigamente o crescimento era linear e o mercado tradicional buscava ficar longe dos problemas coletivos. Hoje, o mercado é exponencial, e a Nova Economia entende que quando há um problema, há solução, e ele pode ser escalável. Uma grande característica da Nova Economia são as mudanças constantes impulsionadas pelos avanços tecnológicos, que estão em desenvolvimento constante. Com isso, as organizações precisam inovar e, dessa forma, se adaptar à realidade atual para gerenciar seus empreendimentos. “A gente costuma dizer que na Nova Economia a empresa vencedora não é a que tem a melhor ideia, é a empresa que melhor conhece o seu consumidor e vai criando soluções para esse cliente.  Ele muitas vezes não sabe o que quer, mas sabe a dor que sente”. Qual o perfil do novo consumidor? R- Na minha visão, é alguém que quer acessar as coisas na hora, no momento e do jeito dele. O perfil do novo consumidor é esse, ele entende que está tudo ao alcance dele, a um clique ou a uma fala. Então eu acredito que quem for desenvolver produtos ou serviços hoje tem que partir da premissa de deixar tudo sempre muito transparente: o que está entregando, o que é aquele serviço ou produto, para que serve, quais os pontos positivos ou não tão positivos, quais os pontos que precisam de melhorias naquela entrega, por que o serviço/produto facilita a tomada de decisão do consumidor. Qual a visão de mercado para o seu negócio? R-  Totalmente positiva. Eu sou o CEO e fundador da Alianco Group, uma holding composta por empresas que conectam a sociedade à Nova Economia. Enquanto os negócios tradicionais têm foco no analógico, no produto, no dinheiro do consumidor e na hierarquia, essas empresas que atuam em negócios inovadores – como a Alianco- têm foco no digital, no consumidor, na valorização dele e na autonomia. Hoje, com a tecnologia e tudo que a internet oferece, a gente consegue desenvolver um crescimento exponencial. Entendemos que é necessário ter uma responsabilidade social, focar também no terceiro setor, então a Nova Economia vem com esse viés de trazer  inovação, de trazer solução e desenvolver pessoas. Entendo que estamos só começando e que a visão do mercado é 100% positiva. As empresas estão começando hoje, os bancos começaram hoje, por exemplo, a falar do mercado de tokenização e mercado de criptoativos. Eu acredito que no futuro tudo será tokenizado. Mas o que é tokenização? Por que tokenizar? R- A tokenização é uma das inovações possibilitadas pela tecnologia blockchain. Ela consiste na transformação de ativos físicos em ativos digitais. Muitos investidores ainda não sabem do que se trata, mas é questão de tempo para se renderem a estes ativos, que já estão presentes em diversas negociações mundo afora. Os tokens cresceram em popularidade nos últimos meses por trazerem mais segurança, transparência e praticidade às movimentações financeiras. Hoje é possível tokenizar diferentes ativos, de clubes de futebol a obras de arte, passando por ações, bens imóveis, ativos tradicionais e, claro, dinheiro. Posso dar exemplo de alguns tipos de tokens: Security token: é a principal categoria porque é associada a ativos mobiliários, ou seja, aqueles capazes de gerar renda e que representam a posse real de um bem (ou pelo menos parte dele). Em suma: o usuário pretende ter algum tipo de retorno financeiro em sua negociação/aquisição. Ações, imóveis e demais investimentos físicos se transformam em security tokens. Entretanto, é preciso ter atenção, porque eles estão sujeitos à legislação que rege as movimentações financeiras. Utility token: como o nome em inglês sugere, ele tem alguma utilidade (não necessariamente possui um valor monetário). É bastante utilizado dentro de um ecossistema específico, como o varejo, permitindo que os usuários possam adquirir produtos ou serviços por meio desses tokens, como cupons de desconto, programas de engajamento e fidelização, entre outros. Equity token: são bastante utilizados no ambiente corporativo e funcionam de modo semelhante às ações. Com eles, empresas que precisam de investimento negociam tokens que concedem participação societária e dão direito aos lucros futuros. As regras, evidentemente, são definidas nos contratos inteligentes e ajudam a potencializar a busca por recursos financeiros. NFTs: a sigla significa non-fungible token, ou seja, o NFT, representa um ativo digital único que não pode ser substituído, como normalmente ocorre em negociações financeiras. Assim, ele é bastante utilizado como ferramenta de comercialização e proteção de bens com propriedade intelectual, como obras de arte, patentes e até participações em clubes esportivos. E quais são as vantagens de fazer parte do seu negócio? R-  Fundei a ALIANCO GROUP um ecossistema focado na Nova Economia, meu foco é entregar uma solução completa. Dentro desse ecossistema a gente tem: Abba Crypto – Educação Centro de pesquisas e análises de tecnologia blockchain e criptoativos. Visio Solution – Tokenizadora Desenvolvedora de ecossistemas e engenharia econômica de tokens. Axia – Digital Solution Construindo soluções tecnológicas com transparência e segurança através da blockchain. WeStart – Agência de Marketing Especialista em blockchain ads, construção de branding-pump e formação de comunidade criptoativa. Faccon – Contabilidade Inteligente Organizando empresas através do que há de mais atual no mundo contábil, com foco global no mercado de criptoativos. Venatore – Inteligência Comercial Assessoria e distribuição de criptoativos através de mapeamentos estratégicos. Távola – Comunicação 360 Escalando influência para alavancar negócios. Lineen – Plataforma NFT Descomplicando a forma de criar, comprar, vender e negociar NFTs. Captture – Patrocínio e Eventos Conectando marcas consolidadas ao inovador mercado dos criptoativos. Garlic – Launchpad Venture Capital tokenizada, focada em lançar startups com tese Web3.0. Chain Livre – Projeto Social Inserindo a Nova Economia nas comunidades carentes através da educação. Qual o seu propósito? R- Hoje meu propósito de vida é levar uma mensagem na prática de esperança e realização. Eu acredito de verdade que os negócios são só os meios pra essa mensagem que eu carrego chegar mais longe. Eu acredito muito na constância do exemplo, eu acredito na lealdade. Ela é a semente de todas as virtudes”. Então nas relações eu me baseio muito na lealdade como princípio para mim, eu tento e pretendo mantê-la sempre intacta. Meu grande propósito é levar uma mensagem de esperança, mas não aquela esperança longe, e sim uma esperança de realização, uma mensagem prática. Existe muita gente que sonha demasiadamente e não realiza, e tem muitas pessoas que realizam pouco porque não sonham.