Cultura
História da primeira escola Waldorf de Belo Horizonte ganha biografia escrita por Eliane Dantas
O livro “O Nascer e o Crescer de uma Escola Waldorf – A construção coletiva da Pólen Escola Waldorf, o atual Colégio Rudolf Steiner de Minas Gerais” será lançado em 15 de junho, na sede do colégio
São quase 40 anos de história da primeira Escola Waldorf de Belo Horizonte. Nascida como Pólen – Jardim de Infância e renomeada em como Colégio Rudolf Steiner de Minas Gerais, a instituição está na memória e no coração de milhares de mineiros. Ela abarcada toda a educação básica: Educação Infantil, Fundamental e Ensino Médio.
A escola começou em 1985, no quintal da casa dos pais da educadora Mariana Matta Machado, que no início dos anos 1980 mudou-se para São Paulo para fazer especialização em Pedagogia Waldorf.
Esta Pedagogia é fundamentada nas ideias do austríaco Rudolf Steiner. Para ele, uma vida de pensamentos, de sentimentos e de ação deve ser cultivada de forma que nenhum desses âmbitos seja mais importante que o outro. As três capacidades devem estar interligadas e integradas, devem ser vivenciadas em harmonia.
O currículo, além das áreas de conhecimento tradicionais, inclui tricô, crochê, costura, bordado, tecelagem, encadernação, tingimento, cartonagem, macramê. Há também a presença forte de áreas artísticas (teatro, música, pintura, desenho). Atividades curriculares que oferecem às crianças e aos jovens elementos para o desenvolvimento de interesses, da autonomia e da expressão do ser, que movimentam o entusiasmo para atuar no mundo em direção ao seu potencial e às suas escolhas.
A escola, com poucos anos de vida, tornou-se uma associação, contando até hoje com a colaboração voluntária de inúmeras pessoas para sua construção, seu crescimento e sua manutenção. Um exemplo da força da coletividade, da união e do altruísmo. A gestão é compartilhada, a presidência e a diretoria são eleitas em assembleias. Os professores também ocupam cargos dirigentes.
Um empréstimo da Associação Internacional dos Jardins de Infância Waldorf, na Alemanha, possibilitou a compra de um terreno de 5 mil m² no bairro Jardinaves, em Nova Lima. Foi uma longa jornada, a muitas mãos, para angariar recursos, pensar em projetos e administrar obras para tornar possível a construção das edificações.
Entre as ações para a construção, a comunidade escolar organizou a Campanha do Tijolinho. Usando barro, as crianças moldaram em caixinhas de fósforo tijolinhos simbólicos. As pessoas compravam quantos tijolos quisessem, e as crianças iam colorindo as “paredes” (papeis sufliftes) a cada venda realizada. Foram organizados também eventos, bazares, shows, espetáculos para angariar recursos. E muitas famílias adiantaram mensalidades, além de doar recursos financeiros.
O colégio criou o Curso Waldorf de Belo Horizonte, que se tornou uma referência em Minas Gerais e no Brasil na formação de professores e fomentou a criação de escolas em Belo Horizonte, em outras cidades de Minas Gerais e em outros estados do Brasil.
Organizadoras do livro
A pedagoga Mariana Matta Machado, a médica antroposófica Maria Regina Reis Cançado e a aconselhadora biográfica, Berenice von Rückert.
Foram 3 anos para a conclusão do livro e 120 pessoas foram entrevistadas.
Autora: a jornalista e mestre em Educação, Eliane Dantas.
Lançamento do livro “O nascer e o crescer de uma escola Waldorf – A construção coletiva da Pólen Escola Waldorf – O atual Colégio Rudolf Steiner de Minas Gerais”
Dia: 15/06/2024, sábado
Horário: às 8h30
Local: Colégio Rudolf Steiner de Minas Gerais
Rua Nossa Senhora de Fátima, 190, Bairro Jardinaves. Nova Lima – MG
Celebridades
Bolsonarismo no Brasil: Movimento Político Continua Influenciando o Cenário Nacional.
O bolsonarismo consolidou-se como um dos fenômenos políticos mais relevantes da história recente do Brasil. Surgido a partir da liderança do ex-presidente Jair Bolsonaro, o movimento ultrapassou a figura de seu principal representante e passou a influenciar debates políticos, sociais e culturais em diversas regiões do país.
Origem e Crescimento
O fortalecimento do bolsonarismo ocorreu principalmente durante as eleições de 2018, em um contexto marcado por insatisfação popular com a classe política tradicional, preocupações com segurança pública, combate à corrupção e debates sobre os rumos econômicos do país. A vitória de Bolsonaro representou uma mudança significativa no cenário político brasileiro, impulsionando pautas conservadoras e liberais na economia.
Durante seu mandato, entre 2019 e 2022, o governo promoveu discussões sobre redução do tamanho do Estado, flexibilização de regras para posse de armas, fortalecimento das forças de segurança e reformas econômicas. Ao mesmo tempo, enfrentou críticas relacionadas à condução de políticas ambientais, gestão da pandemia de COVID-19 e conflitos institucionais.
Base de Apoio
Analistas políticos apontam que o bolsonarismo reúne diferentes segmentos da sociedade, incluindo empresários, produtores rurais, grupos conservadores, religiosos e cidadãos que defendem maior rigor no combate à criminalidade e à corrupção.
Mesmo após o término do mandato presidencial, o movimento manteve forte presença nas redes sociais e continua influenciando eleições municipais, estaduais e nacionais. Diversos políticos identificados com essa corrente foram eleitos para cargos legislativos e executivos em diferentes regiões do país.
Críticas e Controvérsias
O bolsonarismo também é alvo de críticas de setores da oposição e de especialistas que apontam riscos de polarização política e tensões institucionais. Debates sobre liberdade de expressão, funcionamento das instituições democráticas e disseminação de informações nas redes sociais permanecem no centro das discussões envolvendo o movimento.
Para seus apoiadores, o bolsonarismo representa a defesa de valores conservadores, patriotismo e maior participação popular na política. Já seus críticos afirmam que determinadas posturas do movimento podem contribuir para o aumento da polarização e dificultar o diálogo entre diferentes correntes ideológicas.
Perspectivas Futuras
Especialistas avaliam que o bolsonarismo deverá continuar sendo uma força relevante na política brasileira nos próximos anos, independentemente da participação direta de Bolsonaro em futuras disputas eleitorais. O movimento já influenciou a formação de novas lideranças e consolidou uma base eleitoral significativa em diversas regiões do país.
O futuro do bolsonarismo dependerá de fatores como o desempenho de seus representantes políticos, a evolução do cenário econômico nacional e a capacidade de mobilização de seus apoiadores diante dos desafios e transformações da sociedade brasileira.
Palavras-chave: Política, Brasil, Bolsonarismo, Conservadorismo, Eleições, Democracia, Atualidade.
Ciência
Sergio Moro esta na liderança para ser o próximo governador do paraná.
A pesquisa perguntou aos entrevistados em quem eles votariam caso as eleições para governador fossem hoje. Uma lista com alguns nomes foi apresentada.
A Pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta-feira (27), revelou que 30% dos entrevistados votariam em Sergio Moro (União) para governador caso as eleições para o cargo acontecessem hoje. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Em segundo lugar vem Rafael Greca (PSD), com 18% das respostas. Em seguida, Cristina Graeml (Podemos), com 10%…
Além disso, 67% dos entrevistados afirmaram que o atual governador Ratinho Junior merece eleger um sucessor. 23% disseram que não merece e 10% não soube ou não respondeu à pergunta.
Sergio Moro, portanto esta na liderança para ser o próximo governador do paraná.
Cultura
O Fim do PT? Especialistas Avaliam os Desafios e o Futuro do Partido dos Trabalhadores.
Por Redação
Ao longo de mais de quatro décadas de história, o Partido dos Trabalhadores (PT) tornou-se uma das principais forças políticas do Brasil. Fundado em 1980, o partido protagonizou importantes momentos da política nacional, incluindo a eleição de presidentes da República e a implementação de programas sociais que marcaram diferentes gerações. No entanto, diante das mudanças no cenário político e da crescente polarização do país, surgem questionamentos sobre o futuro da legenda.
Um Partido Ainda Relevante
Apesar das críticas e desafios enfrentados nos últimos anos, o PT continua sendo uma das maiores organizações políticas do Brasil. O partido mantém presença nacional, possui representantes no Congresso Nacional, governos estaduais, prefeituras e uma base histórica de apoio entre trabalhadores, movimentos sociais e setores da população beneficiados por políticas públicas implementadas em gestões petistas.
A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para um novo mandato presidencial demonstrou que a sigla ainda possui significativa capacidade de mobilização eleitoral e influência política.
Os Desafios da Renovação
Entre os principais desafios apontados por analistas está a necessidade de renovação de lideranças. O PT continua fortemente associado à figura de Lula, considerado o principal líder do partido desde sua fundação. A construção de novas lideranças nacionais é vista por muitos especialistas como fundamental para a continuidade da legenda nas próximas décadas.
Além disso, o partido enfrenta o desafio de dialogar com novas gerações de eleitores, que possuem demandas e visões políticas diferentes das que marcaram a fundação da sigla.
Críticas e Desgaste
O PT também carrega o impacto de crises políticas e escândalos de corrupção que atingiram o partido ao longo dos anos. Embora muitos de seus apoiadores argumentem que houve excessos em determinadas investigações e decisões judiciais, os episódios contribuíram para o desgaste da imagem da legenda junto a parte do eleitorado.
A ascensão de movimentos conservadores e de direita nos últimos anos também alterou o equilíbrio político nacional, reduzindo a hegemonia que o partido exerceu em determinados períodos.
O Partido Está Chegando ao Fim?
A maioria dos cientistas políticos considera improvável afirmar que o PT esteja próximo do fim. Historicamente, grandes partidos passam por ciclos de crescimento, desgaste, renovação e recuperação. O PT continua sendo uma das legendas mais estruturadas do país e mantém forte influência na política nacional.
Entretanto, especialistas apontam que sua capacidade de adaptação às mudanças sociais, econômicas e tecnológicas será decisiva para definir seu papel no futuro.
Conclusão
Mais do que discutir o “fim do PT”, o debate político atual gira em torno da transformação dos partidos tradicionais diante de uma sociedade cada vez mais conectada, polarizada e exigente. O futuro da legenda dependerá de sua capacidade de renovação, de apresentar respostas aos desafios do país e de manter sua relevância junto ao eleitorado brasileiro.
FONTE: Volnei Barboza

