Cultura
Exposição “AFROentes” exalta representatividade negra e periférica
Multiartista Giuliano Lucas leva para Caxias intervenções artísticas formada na afluência da arte negra, nas poéticas visuais e nas políticas públicas
Com o objetivo de se ver no olhar do outro, o multiartista Giuliano Lucas apresenta sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro com o projeto AFROentes: Ancestralidade e Afetos. O evento reunirá no SESC Caxias obras realizadas ao longo de 20 anos de produção artística. Produção esta que é formada na afluência da arte negra, nas poéticas visuais e nas políticas públicas, temáticas determinantes para trazer discussões, suscitar questionamentos, produção de sentidos e exaltar a representatividade negra e periférica nos principais circuitos de arte no Brasil e no exterior. A exibição, que começa no dia 03 de junho e será totalmente gratuita, terá encontros com debates, oficinas e palestras.

Com curadoria de Ingrid Noal e Estevão de Fontoura, a exposição contará com fotografias, instalações, lambe-lambe em grandes formatos, vídeos e filmes produzidos pelo artista. Serão realizados encontros com debates, oficinas e palestras sobre produção artística, mercado e oportunidades de trabalho no setor cultural, além de compartilhar saberes, estratégias e experiências para a sustentabilidade da produção artística

A proposta é celebrar duas décadas de trabalho de Giuliano. Algumas obras que serão expostas permanecem inéditas em sua concepção, formato e realização. “São questionamentos cotidianos, muitas vezes por não conhecermos ninguém em nossos círculos sociais que trilhamos boa parte do caminho sozinhos e infelizmente é comum entre artistas de origem periférica a “demora” em sermos reconhecidos nos principais circuitos de arte e inclusive, não é fácil derrubar estruturas e estigmas que nos nos fazem duvidar de nossa capacidade, de nos reconhecermos como artistas e fazer dessas ações nossa principal atividade remunerada”, afirma.

Durante a pandemia, Giuliano promoveu o #FRENTE – Festival Carioca de Fotografia Popular Emergente, selecionando 40 fotógrafos da periferia para expor em uma galeria virtual, incentivando as múltiplas produções de artistas e olhares que emergem do silenciamento social, econômico e cultural. O Festival teve, ainda, capacitações com ações pedagógicas e estratégias em como manter e gerenciar suas carreiras. Os fotógrafos tiveram noção de como gerenciar seu trabalho, precificar, vendas, redes sociais, marketing, além de desenhar um plano de carreira.

Serviço:
Exposição “AFROentes: Ancestralidade e Afetos” de Giuliano Lucas
Onde: SESC Duque de Caxias (Rua General Argolo, 47 – Centro, Duque de Caxias – RJ)
Entrada gratuita
Abertura: 3 de junho de 2023
Visitação: de 06 de junho a 26 de agosto, de terça a sábado, das 08h às 17h
Informações: www.giulianolucas.com.br | https://www.instagram.com/giulianoartist/
Ciência
Sergio Moro esta na liderança para ser o próximo governador do paraná.
A pesquisa perguntou aos entrevistados em quem eles votariam caso as eleições para governador fossem hoje. Uma lista com alguns nomes foi apresentada.
A Pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta-feira (27), revelou que 30% dos entrevistados votariam em Sergio Moro (União) para governador caso as eleições para o cargo acontecessem hoje. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Em segundo lugar vem Rafael Greca (PSD), com 18% das respostas. Em seguida, Cristina Graeml (Podemos), com 10%…
Além disso, 67% dos entrevistados afirmaram que o atual governador Ratinho Junior merece eleger um sucessor. 23% disseram que não merece e 10% não soube ou não respondeu à pergunta.
Sergio Moro, portanto esta na liderança para ser o próximo governador do paraná.
Cultura
Anestia JÁ.
A tramitação do projeto de lei.
Nessa quarta-feira (17/9), a urgência para votação do PL da Anistia foi aprovada com 311 votos, dando celeridade à apreciação pelo plenário da Câmara. O texto final, contudo, ainda será discutido.
Marcelo Crivella (Republicanos) defendeu, nesta quinta-feira (18/9), que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja contemplado com redução da pena e cumpra 2 anos em prisão domiciliar. A medida contrasta com a condenação de 27 anos imposta ao ex-mandatário pelo STF.
Condenar um homem de 70 anos a 27 de prisão é uma pena de morte.
Questionou Marcelo Crivella em entrevista à coluna. O parlamentar disse ser favorável a uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que inocentasse Bolsonaro e outros condenados, mas que essa possibilidade é inviável por ser rejeitada por lideranças do centrão.
O autor do PL da Anistia prosseguiu: “É [uma sentença] educativa, as pessoas nunca esqueceriam essa experiência terrível. Serve de exemplo para todos políticos e a coletividade. Mas fica nisso. Não é algo que traria angústia e aflição.
Protocolado em 2023, o texto de Crivella foi, inicialmente, apelidade de “anistia light” por abarcar apenas manifestantes que se envolveram nos atos de 8 de Janeiro e não depredaram patrimônio público nem atacaram policiais. Após a condenação de Bolsonaro e de aliados do ex-presidente, o texto ganhou uma nova discussão na Câmara…
BRASIL DAS INJUSTIÇAS… E O POVO PAGA A CONTA.
Cultura
Entre Lenda, Memória e Imagem: Documentário Resgata História de Mário Juruna e os Encantos de Barra do Garças
O Projeto é um projeto que faz composição do Circuito Cultural da Empresa Agência Pêssego e Maçã LTDA CNPJ nº: 48.065.526/0001-86, cuja desenvolvedora é gestora do projeto é CARLITA RODRIGUES MACEDO (Sócia Administrativa da Empresa), o Livro documental desta Temporada traz por Título: Mario Juruna e o Casamento com a Índia Xavante (Janaina Calunga), uma Homenagem da Tribo Xavante da Cidade do Mato Grosso UF: MT com Mini – Biografia de Barra do Garças, contada pelo Morador Histórico “Antônio Orlando da Silva “. Além do Livro será apresentado Videoclipe com imagens Fotográficas de Mirante de Cristo, Discoporto e Serra do Roncador.
Entre paisagens emblemáticas e narrativas que atravessam gerações, um novo projeto audiovisual propõe mergulhar na memória cultural de Barra do Garças, em Mato Grosso. O documentário Pão da Nova Geração une videoclipe e livro documental para revisitar pontos turísticos como o Mirante do Cristo, a Serra do Roncador e o Discoporto, enquanto resgata uma das lendas mais contadas pela tradição oral local: o controverso e simbólico casamento de Mário Juruna com a índia Xavante Janaina Calunga. A obra apresenta o relato transmitido por moradores históricos, revelando como mito, identidade indígena e memória popular se entrelaçam na construção da história da cidade.
O projeto Pão da Nova Geração propõe a produção de um videoclipe e a criação de um livro documental que unem memória histórica, tradição oral e valorização dos pontos turísticos da cidade de Barra do Garças, no estado de Mato Grosso. As gravações e registros visuais contemplam cenários emblemáticos do município, como o Mirante do Cristo, a Serra do Roncador e o Discoporto, locais que carregam forte simbolismo cultural, turístico e místico para a região.
A obra documental se debruça sobre uma das lendas mais conhecidas e controversas da história oral local: o suposto casamento de Mário Juruna com uma índia da etnia Xavante. Segundo a narrativa popular, amplamente contada por moradores antigos, Mário Juruna teria se unido à indígena Janaina Calunga. O relato afirma que Janaina Calunga ganhou notoriedade dentro da comunidade como uma grande empresária, fato que reforça sua importância social e econômica no imaginário coletivo da época.
Ainda de acordo com a lenda, apesar de Janaina Calunga já ser casada, essa condição não teria impedido uma nova união estável com Mário Juruna, uma vez que, conforme a tradição atribuída à tribo Xavante, não haveria limitações para que um indivíduo casado mantivesse outros matrimônios. Essa característica cultural é apresentada como parte essencial para a compreensão do contexto da relação descrita na narrativa popular.
A história segue relatando que, em determinado momento, Mário Juruna teria desejado sair da relação, considerada frustrada. Diante dessa decisão, Janaina Calunga, descrita na lenda como uma índia brava do Mato, teria se unido a seus aliados e armado uma arapuca contra ele. O desfecho trágico da narrativa aponta que Mário Juruna morreu de pé, acreditando até o fim que Janaina Calunga sempre foi sua ajudadora, protetora e auxiliadora, passando a enxergar todos aqueles que cruzavam seu caminho como perseguidores.
O conteúdo integra o livro documental intitulado Mário Juruna e o Casamento com a Índia Xavante (Janaina Calunga), que também se apresenta como uma mini-biografia de Barra do Garças. A história é contada a partir do olhar e da memória de um morador histórico da cidade, Antônio Orlando da Silva, cuja narrativa contribui para a preservação da identidade cultural e da tradição oral do município.
O projeto tem como objetivo registrar, valorizar e difundir histórias que fazem parte do imaginário popular, conectando passado e presente por meio do audiovisual e da literatura documental. A iniciativa reforça a importância de preservar relatos históricos e lendas regionais como patrimônio imaterial, utilizando a arte e a comunicação como instrumentos de memória e identidade cultural.


