Negócios
Serviços financeiros ampliam receita e permitem conhecer melhor o cliente
Em meio ao processo de desbancarização do país, empresas de diferentes segmentos despertam para as vantagens de oferecer crédito e outros serviços ao seu consumidor
Nos últimos anos, gigantes globais como Carrefour (França), Coles (Austrália), Sainsbury’s e Tesco (Inglaterra) passaram a oferecer serviços de crédito, empréstimos e seguros para seus clientes. O Brasil não fica atrás, pois redes como C&A, Lojas Renner, Natura e Pernambucanas também já abriram os olhos para o potencial desse mercado e estão indo muito além do velho crediário. Longe de ser mera coincidência, esse movimento reflete o despertar de empresas dos mais diferentes setores sobre os benefícios de disponibilizar serviços financeiros para sua base de consumidores.
“Além de gerar receitas extras importantes, a prática permite oferecer soluções para reduzir os pontos de fricção ao longo do processo de compra e ainda cria a oportunidade de acessar dados para conhecer melhor seu público e aperfeiçoar estratégias de venda”, resume Sarah Almachar, fundadora e administradora da Evlos, hub de soluções tecnológicas que ajuda empresas a oferecer soluções financeiras ao consumidor.
Segundo Sarah, uma das maneiras mais simples para uma companhia incorporar esses serviços é embutindo sistemas de terceiros em sua plataforma. Neste caso, as margens acabam sendo menores, mas o risco também é mais baixo, afinal o capital vem todo do parceiro. E a boa notícia é que, só de adotar este modelo, a empresa já consegue colher frutos importantes.
“Embutir e operacionalizar este tipo de solução acaba sendo um grande laboratório para o varejo aprender com seu ecossistema. A partir disso, ele consegue oferecer soluções que facilitam a vida de quem compra, como financiamento, linhas de crédito e até mesmo a opção de pagamento por meio de criptomoedas”, aponta.
Outro benefício de incorporar serviços financeiros está em entrar na intimidade do cliente. Por meio deles, a empresa passa a perceber uma série de dados que apontam tendências de consumo. Ou, no caso do segmento B2B, é possível ter uma visão global de toda a cadeia produtiva e enxergar novas oportunidades de negócio.
“Quem tem um bom ecossistema ainda consegue alavancá-lo com novas fontes de receita sem necessariamente virar uma instituição financeira. No caso de pessoas que viajam bastante, por exemplo, é possível criar um cartão-seguro, abrir parcelamento de compras no exterior, oferecer salto multimoedas, e tudo isso se reflete em ganhos adicionais”, cita.
Já as companhias mais robustas ainda contam com a opção de estruturar operações para oferecer crédito e outros serviços com seus próprios recursos, permitindo alcançar ganhos ainda mais elevados.
“Na Evlos, temos capacidade para dar apoio tanto na parte de tecnologia, quanto no conhecimento das regras do mercado. Caso a empresa deseje aportar dinheiro, ajudamos a estruturar um fundo, emitir títulos. O segmento financeiro é altamente lucrativo, e quando um negócio tem ao seu lado uma plataforma que entende e atua como facilitadora, é possível fazer seu dinheiro e sua base girar muito mais”, encerra.
Cultura
O estado de sítio é um dispositivo burocrático definido pela nossa Constituição.
O estado de sítio é um dispositivo burocrático definido pela nossa Constituição para ser exercido em momentos em que a ordem do Estado Democrático de Direito está gravemente ameaçada. Essa medida de exceção deve ser autorizada pelo Congresso Nacional e já foi utilizada em diversos momentos de nossa história republicana.
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Entendendo o estado de sítio
O estado de sítio é um dispositivo burocrático que faz parte de ações utilizadas pelos governos modernos em situações entendidas como emergenciais. É utilizado pelo governo em situações nas quais a ordem do Estado Democrático de Direito está ameaçada.
Em nosso país, o estado de sítio é uma medida de exceção do governo, e por causa disso possui prazo de atuação limitado, exceto no caso de guerra. Como medida de exceção, o estado de sítio permite que o Executivo sobressaia-se aos outros poderes (Legislativo e Judiciário). Assim, o equilíbrio entre os três poderes é afetado, pois, por ser uma medida tomada em situações de emergência, as decisões tomadas pelo Executivo devem ter ação imediata para garantir a solução do problema.
Em que situações é decretado o estado de sítio?
O funcionamento do estado de sítio no Brasil é definido pela Constituição Federal promulgada em 1988. O texto constitucional trata sobre essa questão do artigo 137 ao artigo 141. Basicamente, a Constituição brasileira define que o estado de sítio poder ser decretado em três situações:
Comoção grave de repercussão nacional;
Fracasso das medidas tomadas no estado de defesa;
Declaração de guerra ou resposta à agressão armada estrangeira.
O decreto do estado de sítio só acontece se o presidente seguir o seguinte roteiro: primeiro, ele deve consultar o Conselho da República e o Conselho da Defesa. Uma vez feita a consulta (o papel dos dois conselhos é apenas opinativo), o presidente deve encaminhar pedido de estado de sítio para o Congresso Nacional.
O estado de sítio só pode ser implantado no Brasil caso seja aprovado no Congresso Nacional.
O estado de sítio só pode ser implantado no Brasil caso seja aprovado no Congresso Nacional.
O Congresso Nacional deve reunir-se em até cinco dias para votar a aprovação desse pedido. Para ser aprovado, a solicitação de estado de sítio deve ter maioria absoluta (50% +1) entre os parlamentares. Caso seja rejeitada, naturalmente, a medida não entra em vigor.
“O estado de sítio é um dispositivo burocrático definido pela nossa Constituição”
Cultura
O Fim do PT? Especialistas Avaliam os Desafios e o Futuro do Partido dos Trabalhadores.
Por Redação
Ao longo de mais de quatro décadas de história, o Partido dos Trabalhadores (PT) tornou-se uma das principais forças políticas do Brasil. Fundado em 1980, o partido protagonizou importantes momentos da política nacional, incluindo a eleição de presidentes da República e a implementação de programas sociais que marcaram diferentes gerações. No entanto, diante das mudanças no cenário político e da crescente polarização do país, surgem questionamentos sobre o futuro da legenda.
Um Partido Ainda Relevante
Apesar das críticas e desafios enfrentados nos últimos anos, o PT continua sendo uma das maiores organizações políticas do Brasil. O partido mantém presença nacional, possui representantes no Congresso Nacional, governos estaduais, prefeituras e uma base histórica de apoio entre trabalhadores, movimentos sociais e setores da população beneficiados por políticas públicas implementadas em gestões petistas.
A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para um novo mandato presidencial demonstrou que a sigla ainda possui significativa capacidade de mobilização eleitoral e influência política.
Os Desafios da Renovação
Entre os principais desafios apontados por analistas está a necessidade de renovação de lideranças. O PT continua fortemente associado à figura de Lula, considerado o principal líder do partido desde sua fundação. A construção de novas lideranças nacionais é vista por muitos especialistas como fundamental para a continuidade da legenda nas próximas décadas.
Além disso, o partido enfrenta o desafio de dialogar com novas gerações de eleitores, que possuem demandas e visões políticas diferentes das que marcaram a fundação da sigla.
Críticas e Desgaste
O PT também carrega o impacto de crises políticas e escândalos de corrupção que atingiram o partido ao longo dos anos. Embora muitos de seus apoiadores argumentem que houve excessos em determinadas investigações e decisões judiciais, os episódios contribuíram para o desgaste da imagem da legenda junto a parte do eleitorado.
A ascensão de movimentos conservadores e de direita nos últimos anos também alterou o equilíbrio político nacional, reduzindo a hegemonia que o partido exerceu em determinados períodos.
O Partido Está Chegando ao Fim?
A maioria dos cientistas políticos considera improvável afirmar que o PT esteja próximo do fim. Historicamente, grandes partidos passam por ciclos de crescimento, desgaste, renovação e recuperação. O PT continua sendo uma das legendas mais estruturadas do país e mantém forte influência na política nacional.
Entretanto, especialistas apontam que sua capacidade de adaptação às mudanças sociais, econômicas e tecnológicas será decisiva para definir seu papel no futuro.
Conclusão
Mais do que discutir o “fim do PT”, o debate político atual gira em torno da transformação dos partidos tradicionais diante de uma sociedade cada vez mais conectada, polarizada e exigente. O futuro da legenda dependerá de sua capacidade de renovação, de apresentar respostas aos desafios do país e de manter sua relevância junto ao eleitorado brasileiro.
FONTE: Volnei Barboza
Cultura
Anestia JÁ.
A tramitação do projeto de lei.
Nessa quarta-feira (17/9), a urgência para votação do PL da Anistia foi aprovada com 311 votos, dando celeridade à apreciação pelo plenário da Câmara. O texto final, contudo, ainda será discutido.
Marcelo Crivella (Republicanos) defendeu, nesta quinta-feira (18/9), que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja contemplado com redução da pena e cumpra 2 anos em prisão domiciliar. A medida contrasta com a condenação de 27 anos imposta ao ex-mandatário pelo STF.
Condenar um homem de 70 anos a 27 de prisão é uma pena de morte.
Questionou Marcelo Crivella em entrevista à coluna. O parlamentar disse ser favorável a uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que inocentasse Bolsonaro e outros condenados, mas que essa possibilidade é inviável por ser rejeitada por lideranças do centrão.
O autor do PL da Anistia prosseguiu: “É [uma sentença] educativa, as pessoas nunca esqueceriam essa experiência terrível. Serve de exemplo para todos políticos e a coletividade. Mas fica nisso. Não é algo que traria angústia e aflição.
Protocolado em 2023, o texto de Crivella foi, inicialmente, apelidade de “anistia light” por abarcar apenas manifestantes que se envolveram nos atos de 8 de Janeiro e não depredaram patrimônio público nem atacaram policiais. Após a condenação de Bolsonaro e de aliados do ex-presidente, o texto ganhou uma nova discussão na Câmara…
BRASIL DAS INJUSTIÇAS… E O POVO PAGA A CONTA.

