Negócios
Bitcoin sobe e volta a US$ 30 mil após 9ª semana de queda
O Bitcoin (BTC) inicia esta segunda-feira (30) em alta de mais de 5% no acumulado de 24 horas, apesar de ter chegado a sua nona semana seguida de perdas, renovando assim seu recorde negativo. O Ethereum (ETH), por sua vez, avança cerca de 7%.
O fim de semana foi de pouca oscilação após as criptomoedas caírem na sexta mesmo com um dia positivo nas bolsas americanas, que têm sido uma de suas principais referências. Hoje Wall Street fica fechada por conta do feriado de Memorial Day.
Os traders de criptomoedas ainda estão com grande aversão ao risco depois destas nove semanas de perdas. O BTC está a caminho de uma queda de 20% este mês, embora tenha subido mais de 10% em relação à sua recente mínima de US$ 25.840 em 12 de maio.
No curto prazo, no entanto, os preços podem se estabilizar. “Houve vendas a descoberto maciças nas últimas semanas, o que pode ser um presságio de um short squeeze nas próximas semanas. Os fluxos de reequilíbrio no final do mês também podem ajudar”, escreveu David Duong, chefe de pesquisa institucional da Coinbase, em um relatório na última sexta.
“Se conseguir ultrapassar US$ 30 mil, pode disparar”, disse Joe DiPasquale, CEO da gestora de fundos de criptomoedas BitBull Capital, ao CoinDesk. “Mas, se continuar pressionado pelo sentimento de baixa, pode cair para sua próxima linha de suporte em torno de US$ 25 mil”.
Agora o mercado fica atento para um sinal de reversão da tendência negativa no curto prazo. Os gráficos de preços sugerem que o Bitcoin teve um forte suporte na marca de US$ 29 mil, um nível que foi testado várias vezes nas últimas semanas. Fechar abaixo desse nível pode significar que a criptomoeda pode cair para sua máxima de 2017 de quase US$ 20 mil, mostram os gráficos.
A resistência em US$ 30.500 continua existindo, no entanto, e um fechamento diário acima desse nível mostraria fortes sinais de recuperação.
“Será prematuro falar sobre uma contra-ofensiva de alta até que o Bitcoin fique acima de US$ 30.600, sua linha de resistência horizontal desde meados de maio”, explica Alex Kuptsikevich, analista sênior de mercado da FxPro. “O apetite de risco renovado nos mercados globais está alimentando as esperanças de uma reviravolta”, afirma.
Diante da forte correlação com as ações, outra boa notícia para o mercado cripto é a visão da MRB Partners, uma empresa global de pesquisa de investimentos, que do lado macro espera que os mercados tradicionais se recuperem caso as condições de crescimento global se mostrem resilientes.
A empresa está “presumindo que as expectativas das taxas de juros e os rendimentos dos títulos permaneçam calmos por um tempo, o que é provável, pois a inflação desacelerará temporariamente, primeiro nos EUA e depois em outros lugares. Os bancos centrais, por sua vez, provavelmente esfriarão brevemente suas visões mais hawkish“, disse a companhia.
Entre as altcoins, destaque para a Stepn (GMT), projeto move-to-earn que paga pela prática de exercícios, que dispara mais de 20% tentando se recuperar das fortes perdas recentes após notícias de que ele iria bloquear o app na China em possível cessão à pressão regulatória.
A disputa ocorre sobre os dados armazenados pelo aplicativo, que segundo regras regulatórias da China não podem ser exportados para outros países, mesmo que as sedes das companhias não fiquem em território chinês. A Stepn fica registrada na Austrália.
O problema não afeta apenas o aplicativo em blockchain, grandes empresas como Apple e Tesla também estão envolvidas nessa questão, que não deve ser resolvida tão rapidamente.
Cultura
O estado de sítio é um dispositivo burocrático definido pela nossa Constituição.
O estado de sítio é um dispositivo burocrático definido pela nossa Constituição para ser exercido em momentos em que a ordem do Estado Democrático de Direito está gravemente ameaçada. Essa medida de exceção deve ser autorizada pelo Congresso Nacional e já foi utilizada em diversos momentos de nossa história republicana.
Acesse também: Desobediência civil – conceito, surgimento e exemplo
Entendendo o estado de sítio
O estado de sítio é um dispositivo burocrático que faz parte de ações utilizadas pelos governos modernos em situações entendidas como emergenciais. É utilizado pelo governo em situações nas quais a ordem do Estado Democrático de Direito está ameaçada.
Em nosso país, o estado de sítio é uma medida de exceção do governo, e por causa disso possui prazo de atuação limitado, exceto no caso de guerra. Como medida de exceção, o estado de sítio permite que o Executivo sobressaia-se aos outros poderes (Legislativo e Judiciário). Assim, o equilíbrio entre os três poderes é afetado, pois, por ser uma medida tomada em situações de emergência, as decisões tomadas pelo Executivo devem ter ação imediata para garantir a solução do problema.
Em que situações é decretado o estado de sítio?
O funcionamento do estado de sítio no Brasil é definido pela Constituição Federal promulgada em 1988. O texto constitucional trata sobre essa questão do artigo 137 ao artigo 141. Basicamente, a Constituição brasileira define que o estado de sítio poder ser decretado em três situações:
Comoção grave de repercussão nacional;
Fracasso das medidas tomadas no estado de defesa;
Declaração de guerra ou resposta à agressão armada estrangeira.
O decreto do estado de sítio só acontece se o presidente seguir o seguinte roteiro: primeiro, ele deve consultar o Conselho da República e o Conselho da Defesa. Uma vez feita a consulta (o papel dos dois conselhos é apenas opinativo), o presidente deve encaminhar pedido de estado de sítio para o Congresso Nacional.
O estado de sítio só pode ser implantado no Brasil caso seja aprovado no Congresso Nacional.
O estado de sítio só pode ser implantado no Brasil caso seja aprovado no Congresso Nacional.
O Congresso Nacional deve reunir-se em até cinco dias para votar a aprovação desse pedido. Para ser aprovado, a solicitação de estado de sítio deve ter maioria absoluta (50% +1) entre os parlamentares. Caso seja rejeitada, naturalmente, a medida não entra em vigor.
“O estado de sítio é um dispositivo burocrático definido pela nossa Constituição”
Cultura
O Fim do PT? Especialistas Avaliam os Desafios e o Futuro do Partido dos Trabalhadores.
Por Redação
Ao longo de mais de quatro décadas de história, o Partido dos Trabalhadores (PT) tornou-se uma das principais forças políticas do Brasil. Fundado em 1980, o partido protagonizou importantes momentos da política nacional, incluindo a eleição de presidentes da República e a implementação de programas sociais que marcaram diferentes gerações. No entanto, diante das mudanças no cenário político e da crescente polarização do país, surgem questionamentos sobre o futuro da legenda.
Um Partido Ainda Relevante
Apesar das críticas e desafios enfrentados nos últimos anos, o PT continua sendo uma das maiores organizações políticas do Brasil. O partido mantém presença nacional, possui representantes no Congresso Nacional, governos estaduais, prefeituras e uma base histórica de apoio entre trabalhadores, movimentos sociais e setores da população beneficiados por políticas públicas implementadas em gestões petistas.
A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para um novo mandato presidencial demonstrou que a sigla ainda possui significativa capacidade de mobilização eleitoral e influência política.
Os Desafios da Renovação
Entre os principais desafios apontados por analistas está a necessidade de renovação de lideranças. O PT continua fortemente associado à figura de Lula, considerado o principal líder do partido desde sua fundação. A construção de novas lideranças nacionais é vista por muitos especialistas como fundamental para a continuidade da legenda nas próximas décadas.
Além disso, o partido enfrenta o desafio de dialogar com novas gerações de eleitores, que possuem demandas e visões políticas diferentes das que marcaram a fundação da sigla.
Críticas e Desgaste
O PT também carrega o impacto de crises políticas e escândalos de corrupção que atingiram o partido ao longo dos anos. Embora muitos de seus apoiadores argumentem que houve excessos em determinadas investigações e decisões judiciais, os episódios contribuíram para o desgaste da imagem da legenda junto a parte do eleitorado.
A ascensão de movimentos conservadores e de direita nos últimos anos também alterou o equilíbrio político nacional, reduzindo a hegemonia que o partido exerceu em determinados períodos.
O Partido Está Chegando ao Fim?
A maioria dos cientistas políticos considera improvável afirmar que o PT esteja próximo do fim. Historicamente, grandes partidos passam por ciclos de crescimento, desgaste, renovação e recuperação. O PT continua sendo uma das legendas mais estruturadas do país e mantém forte influência na política nacional.
Entretanto, especialistas apontam que sua capacidade de adaptação às mudanças sociais, econômicas e tecnológicas será decisiva para definir seu papel no futuro.
Conclusão
Mais do que discutir o “fim do PT”, o debate político atual gira em torno da transformação dos partidos tradicionais diante de uma sociedade cada vez mais conectada, polarizada e exigente. O futuro da legenda dependerá de sua capacidade de renovação, de apresentar respostas aos desafios do país e de manter sua relevância junto ao eleitorado brasileiro.
FONTE: Volnei Barboza
Cultura
Anestia JÁ.
A tramitação do projeto de lei.
Nessa quarta-feira (17/9), a urgência para votação do PL da Anistia foi aprovada com 311 votos, dando celeridade à apreciação pelo plenário da Câmara. O texto final, contudo, ainda será discutido.
Marcelo Crivella (Republicanos) defendeu, nesta quinta-feira (18/9), que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja contemplado com redução da pena e cumpra 2 anos em prisão domiciliar. A medida contrasta com a condenação de 27 anos imposta ao ex-mandatário pelo STF.
Condenar um homem de 70 anos a 27 de prisão é uma pena de morte.
Questionou Marcelo Crivella em entrevista à coluna. O parlamentar disse ser favorável a uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que inocentasse Bolsonaro e outros condenados, mas que essa possibilidade é inviável por ser rejeitada por lideranças do centrão.
O autor do PL da Anistia prosseguiu: “É [uma sentença] educativa, as pessoas nunca esqueceriam essa experiência terrível. Serve de exemplo para todos políticos e a coletividade. Mas fica nisso. Não é algo que traria angústia e aflição.
Protocolado em 2023, o texto de Crivella foi, inicialmente, apelidade de “anistia light” por abarcar apenas manifestantes que se envolveram nos atos de 8 de Janeiro e não depredaram patrimônio público nem atacaram policiais. Após a condenação de Bolsonaro e de aliados do ex-presidente, o texto ganhou uma nova discussão na Câmara…
BRASIL DAS INJUSTIÇAS… E O POVO PAGA A CONTA.

